Ansa, localizada no Paraná, deve ser a primeira fábrica de fertilizantes que vai voltar a operar, afirmou presidente da Petrobras; Unidade de Mato Grosso do Sul está prevista para voltar à operação em 2028
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a fábrica de fertilizantes Ansa, no Paraná, será a primeira da companhia a voltar a operar. O diretor de Processos Industriais da estatal, William França, detalhou que a Ansa deve voltar a operar no segundo semestre de 2024.
Já a unidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, está prevista para voltar à operação em 2028. “Mas vamos tentar otimizar esse prazo”, disse França. Sobre as fábricas de fertilizantes arrendadas, em Sergipe e na Bahia, o executivo disse estar conversando para viabilizar projetos conjuntos. “Eles continuariam pagando o arrendamento. A gente entrega gás e eles nos entregam ureia”, disse.
“As duas plantas são nossas (SE e BA), estamos dando a mão ao arrendatário para ele operar para a gente”, resumiu Prates.
Fábrica de fertilizantes da Acron deve operar em 2027/28
A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, deve começar a operar em 2027. Essa é a previsão que consta do PDE (Plano Decenal de Energia) 2031, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A venda da fábrica ao grupo russo Acron foi concluída pela Petrobras no início de fevereiro.
Ao mesmo tempo, o PDE prevê que a fábrica de nitrogenados em Araucária, no Paraná, volte a funcionar 3 anos antes, em 2024. A fábrica foi colocada em hibernação em 2020 pela Petrobras, por ter operação deficitária. A unidade pertence à ANSA (Araucária Nitrogenados S/A), subsidiária da petroleira.
A unidade de Três Lagoas é considerada a “joia da coroa” pelo setor de fertilizantes, pelo seu grande potencial de produção. Estima-se que poderá produzir, diariamente, cerca de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 de amônia.
A fábrica paranaense, por sua vez, sempre foi problemática porque usava como combustível resíduo asfáltico. Quando decidiu colocá-la em hibernação, a Petrobras afirmou que de janeiro a setembro de 2019, a unidade gerou um prejuízo de quase R$ 250 milhões. Para 2020, as previsões indicavam resultado negativo acima de R$ 400 milhões.
Marcelo Mello, diretor de fertilizantes da StoneX, afirma que a compra da fábrica de Três Lagoas pela Acron foi uma ótima notícia para o setor. Como o Poder360 mostrou em dezembro, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. No caso dos nitrogenados, a dependência externa chega a 95%.
O governo federal pretendia lançar um plano nacional de fertilizantes em dezembro, mas houve atraso. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o decreto do plano está sendo finalizado pela Casa Civil.
Segundo Mello, o principal fator que vai tornar a fábrica protagonista é fácil acesso ao gás natural, uma vez que o gasoduto Brasil-Bolívia passa próximo ao local. As outras fábricas que haviam sido arrendadas pela Petrobras, na Bahia e em Sergipe, precisam trazer gás natural de navio.
“E a fábrica está muito perto também de grandes áreas de consumo: Mato Grosso do Sul, ao lado de Sao Paulo, perto de Goiás, perto do Paraná. Então, ela tá muito bem localizado tanto do lado do suprimento quanto pelas vendas“, disse Mello.
As previsões trazidas pelo PDE 2031 para cada uma delas, no entanto, surpreenderam o setor.
“A Acron tem que retomar a obra. É uma obra complexa. Agora, me parece exagerado dizer que só vai operar em 2027. Eu imagino que vai demorar 1 ano ou 2“, afirmou Mello.
Parcerias em geral
Minutos depois, ao ser questionado sobre novos negócios, inclusive de energias renováveis, o diretor financeiro da Petrobras, Sergio Caetano Leite, disse haver interesse por “novos modelos de financiamento e parcerias”.
“Estamos interessados em analisar novos modelos de financiamento de parceria, desde que não altere a faixa entre US$ 50 bilhões e US$ 65 bilhões de dívida”, disse Leite.
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