O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção.
A estimativa de abril de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 348,7 milhões de toneladas, 0,7% maior (ou mais 2,6 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com variação positiva de 0,1% (ou mais 334.277 mil toneladas) à estimativa de março de 2026. Estimativa de Abril/2026 348,7 milhões de toneladas Variação Abril 2026/Março 2026 (0,1%) +334.277 mil toneladas Variação safra 2026/safra 2025 (0,7%) +2,6 milhões de toneladas
A área a ser colhida foi de 83,3 milhões de hectares, com aumento de 2,1% (ou 1,7 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de março, a área a ser colhida teve variação positiva de 0,2% (aumento 128 572 hectares).
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,1 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,2 milhões de toneladas (29,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 108,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,3 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,3 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,0 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,5 milhões de toneladas.
No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 4,8% para a soja e de 1,0% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 10,6% para o arroz em casca; de 2,5% para o milho (crescimento de 15,2% para o milho 1ª safra e declínio de 6,4% para o milho 2ª safra); de 4,6% para o feijão; e de 6,8% para o trigo.
Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho (aumentos de 11,9% no milho 1ª safra e de 1,3% no milho 2ª safra) e de 8,5% na do sorgo. Houve reduções de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão.
Centro-Oeste lidera a produção em abril de 2026, com 174,5 milhões de toneladas
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 174,5 milhões de toneladas (50,0%); Sul, 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,6 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,9 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (6,8%) e a Nordeste (7,8%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,5%) e a Norte (-3,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios.
Frente a março, houve aumentos nas estimativas da produção do café canephora (5,2% ou
66 371 t), do cacau (3,8% ou 11 956 t), do algodão herbáceo (3,4% ou 297 168 t), da cevada (3,2% ou 20 876 t), do milho 1ª safra (1,3% ou 380 836 t) e da soja (0,2% ou 371 132 t). Apresentaram declínios: o feijão 2ª safra (-4,7% ou -56 224 t), o feijão 3ª safra (-1,8% ou -13 790 t), a aveia (-1,3% ou -17 792 t), o trigo (-1,1% ou -81 954 t), o feijão 1ª safra (-1,0% ou -9 772 t), o milho 2ª safra (-0,5% ou -490 623 t) e o café arábica (-0,2% ou -4 519 t).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram na Bahia (369 212 t), no Ceará (154 028 t), em Pernambuco (108 760 t), em São Paulo (107 224 t), em Rondônia (38 880 t), em Goiás (32 191 t), no Rio Grande do Norte (7 627 t), no Acre (1 259 t), no Rio de Janeiro (352 t) e no Amazonas (3 t). As variações negativas ocorreram no Paraná (-339 200 t), no Tocantins (-129 354 t), no Maranhão (-8 946 t), na Paraíba (-6 969 t), no Amapá (-496 t) e em Roraima
(-294 t).
Algodão Herbáceo (em caroço)
A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,0 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação ao mês anterior, devido ao aumento de 2,7% na área cultivada. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 14,2%, com recuos de 7,5% na área cultivada e 7,2% no rendimento médio. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,4% do total nacional, manteve suas estimativas em abril. Na Bahia, segundo maior produtor do algodão, responsável por 20,5% da safra nacional, a estimativa foi reavaliada para uma produção de 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 19,0% em relação ao mês anterior.
Cacau (amêndoa)
A estimativa de abril para a produção brasileira de cacau foi de 324,2 mil toneladas, aumento de 3,8% em relação ao mês anterior, resultado de um maior rendimento médio (7,2%), compensando a redução da área (-3,1%). A estimativa da produção na Bahia aumentou 9,6%, tendo alcançado 137,4 mil toneladas. O Estado deve ser responsável por 42,4% da produção brasileira de amêndoas de cacau em 2026 e por quase 70,0% das áreas de produção. A Região Norte é a principal produtora de cacau do País, sendo o Pará o maior representante nacional, com 162,1 mil toneladas, cerca de 50,0% do total. No comparativo mensal, no entanto, não houve reavaliações para as estimativas paraenses.
Feijão (em grão)
A estimativa de abril para a produção de feijão, considerando-se as três safras, alcançou 2,9 milhões de toneladas, uma redução de 2,7% em relação ao mês anterior e de 4,6% sobre a safra 2025. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, em princípio, não havendo necessidade da importação do produto. Contudo, a estimativa da produção brasileira de feijão vem caindo nos últimos meses, reflexo, principalmente, dos preços aviltados do produto, o que preocupa os mercados, pois, o atual patamar de produção já se encontra apertado frente às estimativas para o consumo brasileiro em 2026.
A produção da 1ª safra de feijão foi de 989,0 mil toneladas, representando 34,4% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,0% menor que no mês anterior. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,3% no rendimento médio e de 2,0% na área plantada, com um crescimento de 0,3% na área colhida. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,4% de participação dentre as três safras. No comparativo com o mês de março, houve redução de 4,7% na estimativa de produção, em decorrência dos declínios de 1,3% na área a ser colhida e de 3,5% no rendimento médio. Para a 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de abril foi de 753,6 mil toneladas, declínios de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025.
Milho (em grão)
A estimativa da produção do milho foi de 138,2 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025 e de 0,1% em relação a março de 2026.
O milho 1ª safra apresentou estimativa de produção de 29,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em relação ao mês anterior. A Região Sul, maior produtora de milho 1ª safra, com 43,6% do total nacional, obteve um aumento mensal de 0,9%, assim como, a Região Nordeste, que participa com 21,3% da produção nacional, tendo crescido 3,4%. O Estado do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de milho 1ª safra, com a participação de 21,7% do total na safra, obteve uma estimativa de 6,4 milhões de toneladas, aumento de 21,8% em relação à safra anterior. No segundo maior produtor nacional, Minas Gerais, com participação de 17,0% no total da safra, a estimativa foi de 5,0 milhões de toneladas, crescimento de 13,8% em relação ao volume produzido no ano anterior. Em relação a março de 2026, não ocorreram alterações. Paraná, terceiro maior produtor com participação de 13,3% no total da safra nacional, estimou produção de 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% em relação ao mês anterior.
A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 108,5 milhões de toneladas, 0,4% inferior a março de 2026 e 6,4% menor quando comparado ao ano anterior. Na Região Centro-Oeste, que representa 71,2% da produção nacional, houve redução de 0,1% em relação ao mês anterior, semelhante à Região Sul, onde houve declínio de 0,9%. Nas Regiões Norte e Sudeste, ocorreram reduções de 3,5% e 0,9%, respectivamente. O Estado que mais produz milho na 2ª safra no Brasil é o Mato Grosso, com participação de 47,9% na produção, tendo sido estimado 52,0 milhões de toneladas para o ano de 2026, queda de 4,7% em relação volume produzido no ano anterior. Paraná, segundo maior produtor nacional com 16,0% de participação estimou uma produção de 17,4 milhões de toneladas, 0,9% inferior ao mês anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, com participação nacional de 12,3%, tendo estimado uma produção de 13,3 milhões de toneladas, declínio de 0,7% em relação a março de 2026.
Soja (em grão)
A estimativa da produção brasileira de soja em grão foi novamente revisada para cima e alcançou 174,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com aumento de 0,2% em relação a março e de 4,8% frente ao volume obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas). O Mato Grosso, maior produtor nacional, manteve a estimativa de 50,5 milhões de toneladas, estável em relação a março e 0,7% acima do colhido em 2025. Goiás deve colher 19,8 milhões de toneladas, conservando a previsão de março e permanecendo 2,6% abaixo do volume produzido em 2025. No Mato Grosso do Sul, a produção foi estimada em 15,6 milhões de toneladas, mantendo a informação anterior, mas com crescimento de 19,1% em relação ao volume produzido em 2025. O Paraná, com 21,9 milhões de toneladas, mantém a segunda maior produção do País, apresentando leve recuo de 0,7% em relação a março, mas crescimento de 2,6% frente a 2025. No Rio Grande do Sul, a estimativa de abril indicou produção de 18,4 milhões de toneladas, mantendo o forte incremento de 34,6% em relação à safra do ano anterior.
Café (em grão)
A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,6% em relação ao mês anterior e de 14,9% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerando a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Em relação ao mês anterior, a área está declinando 0,1% e o rendimento médio, crescendo 1,7%. Em relação ao ano anterior, a área apresenta crescimento de 3,1% e o rendimento médio, 11,6%.
Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,6 milhões de toneladas ou 43,9 milhões de sacas de 60 kg. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,2 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 5,2% em relação ao mês anterior e de 6,0% em relação ao volume produzido em 2025, com aumentos de 3,7% na área a ser colhida e de 2,3% no rendimento médio, nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2026, é recorde da série histórica do IBGE. Até o presente momento, o clima tem favorecido as lavouras e os preços do produto acompanharam os do café arábica, em 2025, que também subiram, incentivando os produtores a investirem mais nas lavouras.
Cereais de inverno (em grão)
Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada.
Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,3 milhões de toneladas, declínios de 1,1% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que tiveram perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul, notadamente no Rio Grande do Sul. A Região Sul deve responder por 83,4% da produção tritícola brasileira em 2026. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 45,3% do total nacional, a produção estimada foi de 3,3 milhões de toneladas, declínio de 4,7% em relação ao volume colhido em 2025.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, declínios de 1,4% em relação ao mês anterior e de 3,7% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 249,7 mil toneladas, declínios de 5,8% em relação a março e de 3,0% em relação ao volume colhido em 2025.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 667,0 mil toneladas, aumentos de 3,2% em relação ao mês anterior e de 5,4% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 540,9 mil toneladas, crescimentos de 3,9% em relação a março e de 9,7% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,1% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.
Fonte: IBGE
VEJA TAMBÉM:
- Cachaça registrada no Mapa e produzida em Santa Catarina conquista prêmio nacional
- Medida da União Europeia contra exportações brasileiras de produtos de origem animal
- Peixe BR contesta nova suspensão da União Europeia e alerta para prejuízos no setor
ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.