Como garantir pasto na seca em 5 passos para fazer o diferimento de pastagens

Aprenda as cinco etapas do diferimento de pastagens para garantir pasto na seca, reduzir os custos de produção e manter o ganho de peso do rebanho durante todo o período sem chuvas

A estiagem anual é o maior pesadelo financeiro e produtivo do pecuarista brasileiro. Quando as chuvas cessam, o capim perde o vigor, as arrobas conquistadas nas águas correm risco e o custo com suplementação dispara. Nesse cenário desafiador, a técnica do diferimento de pastagens desponta como a solução mais rentável e inteligente para a fazenda. Saber exatamente como garantir pasto na seca deixou de ser um diferencial competitivo e tornou-se uma questão de sobrevivência no mercado.

Contudo, engana-se o produtor que acredita bastar o fechamento da porteira no fim do verão. A construção de um feno em pé de alta qualidade exige um manejo estratégico e cronometrado. A seguir, apresentamos um guia definitivo com cinco passos validados pela ciência agronômica para blindar o seu rebanho contra a falta de alimento.

1. Escolha a forrageira ideal para garantir pasto na seca

O sucesso do seu planejamento começa pela seleção da planta correta. Espécies que alongam excessivamente o colmo, a exemplo dos capins Mombaça, Tanzânia, Miyagi e Andropogon, não são as mais indicadas. Esse crescimento exagerado do talo derruba a qualidade nutricional e dificulta o pastejo quando a estiagem chega.

A preferência deve ser sempre por plantas de crescimento decumbente e talos finos. As braquiárias despontam como as melhores opções estruturais para este fim. Cultivares como Tifton e grama estrela também apresentam um histórico de excelentes resultados de campo.

2. Realize o rebaixamento antes da vedação

Existe um grande mito no campo de que o piquete precisa estar com um grande volume de massa verde no exato momento da vedação. Na verdade, para garantir pasto na seca com máximo vigor, o pecuarista precisa fazer o inverso.

Antes de isolar a área, é necessário aumentar a taxa de lotação temporariamente e rebaixar o capim para uma altura entre 10 e 12 centímetros. Esse manejo agressivo inicial elimina folhas velhas e perfilhos mortos, permitindo que a luz solar chegue à base da touceira. Essa entrada de luz é o gatilho fisiológico para uma rebrotação forte nas últimas chuvas da temporada.

3. Aplique adubação nitrogenada leve

Com o terreno limpo e rebaixado, aplicar uma nutrição focada potencializa o volume do seu feno em pé. Os especialistas recomendam o uso de uma dose moderada de nitrogênio, variando entre 30 e 50 quilos por hectare.

Essa adubação estimula rapidamente o perfilhamento da planta. Como a taxa de aparecimento de tecidos novos será muito maior que a de folhas mortas, a propriedade entra no período crítico do ano com um volume expressivo de material verde e jovem, rico em nutrientes.

4. Faça o escalonamento estratégico das áreas

A divisão de pastagens é considerada por muitos técnicos como o melhor investimento possível dentro de uma fazenda, pois ela devolve o controle do manejo ao produtor. O diferimento escalonado exige o uso inteligente das cercas para evitar que todo o capim envelheça ao mesmo tempo.

A tática consiste em isolar os pastos em épocas diferentes: no início, no meio e no fim do ciclo das águas. Consequentemente, a liberação dessas áreas para o gado também ocorrerá em fases. Isso cria uma esteira de fornecimento constante e contínuo.

5. Utilize suplementação proteica no cocho para garantir pasto na seca com lucro

O último passo coroa todo o esforço prévio. Independentemente do cuidado técnico, qualquer pastagem diferida apresenta uma queda natural nos níveis de proteína bruta com o passar dos meses.

O fornecimento de suplementação no cocho, especialmente os suplementos proteinados, é obrigatório. Essa suplementação alimenta as bactérias do rúmen do animal, permitindo que elas quebrem as fibras envelhecidas do capim. Essa digestão otimizada é o que sustenta o ganho de peso e impede que o produtor perca dinheiro nos meses sem chuva.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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