Governo quer ligar Transnordestina ao Matopiba e projeto pode mudar logística do agro brasileiro

A proposta prevê ligar a Transnordestina ao corredor ferroviário Açailândia-Barcarena, criando uma rota estratégica entre o Matopiba e importantes portos do Norte e Nordeste do país.

O governo federal estuda uma nova conexão ferroviária que pode transformar a logística do agronegócio brasileiro nos próximos anos. A proposta prevê ligar a Transnordestina ao corredor ferroviário Açailândia-Barcarena, criando uma rota estratégica entre o Matopiba e importantes portos do Norte e Nordeste do país.

A ideia foi apresentada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante um roadshow na B3, em São Paulo. O projeto pode ampliar significativamente o escoamento da produção agrícola, especialmente de regiões que hoje enfrentam altos custos logísticos para exportação.

Governo quer ligar Transnordestina ao Matopiba: Mais portos e menos gargalos

Com a conexão, produtores poderão acessar até quatro grandes portos estratégicos: Barcarena (PA), Itaqui (MA), Pecém (CE) e Suape (PE). O objetivo é aumentar as alternativas de escoamento e reduzir gargalos que hoje encarecem o frete no Brasil.

Segundo o governo, a nova rota pode beneficiar diretamente o Matopiba, região que reúne áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e vem se consolidando como uma das maiores fronteiras agrícolas do país.

Mato Grosso no centro da estratégia

O Ministério dos Transportes destacou que o crescimento acelerado da produção no Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso, exige novas alternativas logísticas. Atualmente, muitas cargas percorrem mais de 2 mil quilômetros até chegar aos portos.

A nova integração ferroviária surge justamente para reduzir esse custo, aumentar competitividade e dar mais eficiência às exportações brasileiras.

Investimentos bilionários em infraestrutura

Durante o evento, o governo apresentou uma carteira ferroviária com previsão de R$ 160 bilhões em investimentos, além de oito novos leilões ferroviários. Considerando operação e implantação, o pacote pode movimentar cerca de R$ 600 bilhões em toda a cadeia logística nacional.

Para o agro, o avanço dessas obras – principalmente da Transnordestina – representa um passo importante para diminuir o chamado “Custo Brasil”, especialmente no transporte de commodities como soja, milho, algodão e farelo.

As informações são do Movimento Econômico, resumidas e adaptadas pela equipe Compre Rural.

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