Resultado histórico do Getap Verão 2026 reforça avanço tecnológico da cultura; produtividade no Sul ultrapassa marcas anteriores e comprova evolução do cereal no campo e milho brasileiro supera 369 sacas por hectare
Os resultados do Concurso Getap Verão 2026 confirmaram, mais uma vez, o avanço da tecnologia e da gestão agrícola na cultura do milho brasileiro. Com produtividades recordes e participação crescente de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano consolidou o potencial produtivo do país e evidenciou a disseminação de conhecimento técnico e inovação no campo. Milho brasileiro supera 369 sacas por hectare em novo recorde histórico.
Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), o desempenho obtido nesta safra reforça a evolução contínua do grão em diferentes ambientes produtivos.
“Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, destaca.
Resultados regionais
Na Região Oeste, onde a área destinada ao milho verão é menor em comparação a outras áreas produtoras, o concurso demonstrou que o potencial produtivo continua elevado.
O primeiro lugar na categoria milho brasileiro sequeiro ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que alcançou produtividade de 208,28 sacas por hectare.
Já na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar nacionalmente.
Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto (BA), liderou a categoria sequeiro, com 315,37 sacas por hectare.
Na sequência aparecem:
- João Antônio Gorgen (Formosa do Rio Preto) – 274,25 e 272,44 sc/ha
- Johnny Alberto Quesinski (Luís Eduardo Magalhães) – 258,91 sc/ha
- Olmiro Flores de Oliveira (Riachão das Neves) – 257,51 sc/ha
- Eduardo Faccioni (Correntina) – 234,05 sc/ha
Segundo Capanema, a região Norte manteve o desempenho observado no último ano.
“Isso demonstra a força baiana e de outras regiões. Ao observarmos o top 5 da Bahia no sequeiro, vemos produtividades elevadas, o que ficou muito positivo”, ressalta.
Minas Gerais se destaca no Centro do país
A força de Minas Gerais ficou evidente nos resultados da Região Centro.
Na categoria irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí (MG), com 289,55 sc/ha.
Também se destacaram:
- Olindo Cesar Corso (Bambuí) – 287,64 sc/ha
- Alexandre Avelar (Três Corações) – 280,89 sc/ha
- Antônio Roberto Bergamasco (Perdizes) – 267,01 sc/ha
- Matheus Miaki (Patrocínio) – 261,69 e 237,54 sc/ha
Na categoria sequeiro, o destaque ficou com Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), que alcançou 307,71 sc/ha.
Outros produtores no ranking:
- Diego Vettori (Campanha) – 299,13 sc/ha
- Marcus Veiga (São João del Rei) – 282,73 sc/ha
- Carlos Fábio Rivelli (São João del Rei) – 281,81 sc/ha
- José Marcio Piassa e Família (Araguari) – 279,36 sc/ha
- Vander Andrade (Luminárias) – 278,79 sc/ha
“Na Região Centro, tanto no sequeiro quanto no irrigado, os resultados mostraram mais uma vez que não apenas o Sul do estado se destacou, mas também o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Foram produtividades acima de 300 sacas e médias próximas desse patamar nas duas categorias, números realmente impressionantes, que reforçam a importância da regionalização”, afirma o coordenador técnico.
Região Sul registra os maiores números do concurso GETAP
Os maiores resultados do concurso vieram da Região Sul, consolidando o potencial produtivo da região.
Na categoria irrigado, a liderança ficou com a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), alcançando 359,61 sc/ha.
Também figuraram entre os destaques:
- Thailo Bevilaqua (Santa Bárbara do Sul) – 357,63 sc/ha
- Avelino Menegaz (Jacutinga) – 338,34 sc/ha
- Valdir Fantini (Vila Lângaro) – 334,07 sc/ha
- Thales Antônio Scalco (Campo Novo) – 331,09 sc/ha
- Raul von Mühlen (Dois Irmãos das Missões) – 319,22 sc/ha
Na categoria sequeiro, o maior resultado de todo o concurso foi registrado por Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), que atingiu impressionantes 369,92 sacas por hectare, o maior número de toda a competição.
O ranking foi completado por:
- Grupo Reinhofer (Reserva do Iguaçu) – 362,82 sc/ha
- Agro Mallon (Canoinhas) – 360,55 sc/ha
- Karl Eduard Milla (Pinhão) – 354,62 sc/ha
- Ralf Karly (Candói) – 353,23 sc/ha
- Ricardo Arthur Leh (Guarapuava) – 348,97 sc/ha
“Na Região Sul, como já divulgado anteriormente, tivemos recordes expressivos, com o top 10 das categorias superando os resultados do ano passado e alcançando médias excelentes”, diz Capanema.
Tecnologia e informação impulsionam a produtividade
Para o coordenador técnico do Getap, os resultados obtidos em todas as regiões demonstram que o acesso à informação e às tecnologias de produção está cada vez mais democratizado no agronegócio brasileiro.
“Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, afirma.
Segundo ele, independentemente da região em que o produtor esteja, hoje existe acesso a ferramentas que permitem alcançar excelentes colheitas, um exemplo disso é que o milho brasileiro ultrapassa 369 sacas por hectare no concurso.
“O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui.
Com informações Grupo Tático de Produtividade do Milho
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