Exportações do Brasil batem recorde histórico em abril e ultrapassam US$ 34 bilhões

Resultado foi o maior já registrado para qualquer mês da série histórica; alta das exportações do Brasil foi impulsionada pelo avanço dos preços e do volume embarcado

O Brasil alcançou em abril de 2026 o maior valor exportado para um único mês em toda a série histórica do comércio exterior nacional. Os embarques brasileiros ao exterior somaram US$ 34,1 bilhões, resultado que representa um crescimento de 14,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações do Estadão Conteúdo.

Os dados foram apresentados pelo diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, nesta quinta-feira (7). De acordo com ele, o desempenho histórico foi sustentado tanto pela valorização dos produtos exportados quanto pelo aumento no volume embarcado.

“Trata-se de um valor inédito não só para o mês de abril, mas para qualquer mês da série histórica”, afirmou Brandão. Segundo o diretor, o crescimento foi impulsionado por uma alta de 6,9% nos preços e outros 6,9% no volume exportado.

Além do recorde nas exportações, o governo também destacou que o valor das importações em abril, de US$ 23,6 bilhões, foi o maior já registrado para o mês. O período ainda marcou recordes na corrente de comércio e no superávit da balança comercial brasileira.

Outro ponto abordado durante a divulgação foi o desempenho das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Segundo Brandão, embora ainda exista retração nas vendas ao mercado norte-americano desde agosto do ano passado, os números mostram uma recuperação gradual nos últimos meses.

De acordo com ele, o comércio entre os dois países voltou a superar a marca de US$ 3 bilhões em exportações após vários meses abaixo desse patamar.

“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses”, explicou o diretor.

O diretor também comentou sobre a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada recentemente. Segundo Brandão, a redução está ligada à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo federal para ajudar a financiar medidas de redução do preço do diesel.

Mesmo com a tributação, o governo avalia que o Brasil segue altamente competitivo no mercado global de petróleo devido ao baixo custo de produção e à forte demanda internacional. A expectativa é de retomada nas exportações do setor já nos próximos meses.

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