Nova frente fria deve concentrar temporais no Sul, enquanto bloqueio atmosférico mantém calor acima da média em boa parte do Brasil; INMET também alerta para chuva intensa e ventos de até 100 km/h no Norte.
A chegada de uma nova frente fria deve mudar o padrão do tempo nos próximos dias e colocar parte do Brasil em atenção, especialmente a região Sul. Segundo informações do Climatempo e Inmet, com base na previsões dos meteorologistas, o sistema deve intensificar as chuvas no Rio Grande do Sul, com acumulados que podem superar 100 mm em cinco dias e chegar a 150 mm em áreas do sul gaúcho, como Uruguaiana, Dom Pedrito e Alegrete.
O avanço da instabilidade preocupa porque ocorre em um período sensível para o campo. A chuva frequente e volumosa pode dificultar operações agrícolas, como colheita, manejo e deslocamento de máquinas, além de elevar o risco de encharcamento do solo em regiões produtoras do interior gaúcho.
De acordo com a previsão, as áreas mais afetadas inicialmente devem incluir a Grande Porto Alegre, a faixa litorânea do Rio Grande do Sul e municípios do sul do estado. Entre os dias 6 e 10 de maio, o tempo deve seguir instável, com precipitações recorrentes. Na sequência, entre 11 e 15 de maio, a frente fria ganha força e amplia sua área de atuação, avançando também sobre Santa Catarina e Paraná.
Além da chuva, o Sul também deve enfrentar queda nas temperaturas. Há previsão de mínimas próximas de 5°C, com leve risco de geada em pontos isolados. O cenário indica forte amplitude térmica: primeiro queda, depois recuperação das temperaturas e, em seguida, nova redução, condição que pode afetar lavouras, pastagens e o manejo dos animais.
Enquanto o Sul fica mais sujeito à passagem de frentes frias, o restante do país deve seguir sob influência de um bloqueio atmosférico. Segundo a Climatempo, maio de 2026 tende a ter menos frio do que o esperado, já que a alta pressão atmosférica dificulta a entrada do ar polar pelo interior do Brasil.
Esse bloqueio deve manter as temperaturas acima do normal em quase todo o país, com destaque para áreas do centro, oeste e norte de São Paulo, Triângulo Mineiro, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sul do Tocantins e oeste da Bahia, onde o calor pode ficar muito acima da média para maio.
Na chuva, a tendência também chama atenção: maio deve marcar uma redução importante na frequência das precipitações na maior parte do Brasil. A Climatempo aponta volumes abaixo do normal em áreas do Pará, Roraima, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Por outro lado, a chuva pode ficar acima da média no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, parte do Paraná, litoral do Nordeste e Amapá.
O INMET também mantém aviso de chuvas intensas com grau de severidade “Perigo” para áreas do Norte do país, com previsão de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos de 60 a 100 km/h. O alerta cita risco de queda de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas.
Para o produtor rural, o cenário exige atenção redobrada. No Sul, o excesso de chuva pode atrasar atividades no campo e elevar o risco de perdas pontuais por solo encharcado. Já em áreas do Centro-Oeste e Sudeste, o bloqueio atmosférico tende a manter o calor e reduzir a entrada de frentes frias, prolongando períodos de tempo seco em algumas regiões.
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