A China tornou-se um dos maiores e mais importantes importadores de carne bovina do mundo, sobretudo da carne brasileira, mas o preço pago varia muito entre os seus parceiros comerciais; Veja
No mercado chinês, a carne bovina dos Estados Unidos vale o dobro da brasileira. No período de janeiro a maio de 2024, os importadores chineses pagaram, em média, US$ 9.967 por tonelada da proteína americana, enquanto o Brasil negociou por apenas US$ 4.797 por tonelada.
Segundo números divulgados pela consultoria Agrifatto, que acompanha de perto os mercados interno e externo do setor pecuário de corte, o produto norte-americano vale mais que o dobro do valor pago pela proteína brasileira no gigantesco e disputado mercado chinês. Atualmente, o preço da carne brasileira comprada pela China está abaixo da média dos primeiros meses de 2024, com o dianteiro bovino brasileiro ingressando no país asiático ao preço de US$ 4.350 por tonelada.
“A dinâmica que os chineses impõem sobre o mercado da carne bovina continua a mesma, aumentando e reduzindo os pedidos conforme o interesse dos importadores”, relata a Agrifatto. De acordo com a consultoria, o preço médio da tonelada de carne bovina in natura importada pelos chineses em 2024 já é 7,66% inferior ao registrado em 2023, atingindo o valor de US$ 4.797 por tonelada na média de janeiro a maio de 2024.
Em contrapartida, o destaque fica para os Estados Unidos, que, diante de uma baixa oferta de animais para abate no mercado doméstico, observa o valor pago pelos chineses na sua proteína aumentar 5,87% no comparativo anual, chegando a US$ 9.967 por tonelada na parcial de janeiro a maio de 2024.
A relevância da China para as exportações de carne bovina brasileira tem aumentado continuamente, passando de 0,99% em 2012 para 27,24% em 2022. Atualmente, o Brasil responde por quase 60% de toda a carne bovina importada pela China. Números que chamaram a atenção para a importância de fomentar a agricultura sustentável e políticas de rastreabilidade confiáveis em torno do processo de produção.
Eduardo Assad, pesquisador do FGVAgro, destaca a importância de unir tecnologia às Soluções Baseadas na Natureza (SBN) para enfrentar os desafios do setor. “O Brasil tem um problema sério na agricultura e o nome desse problema é o desmatamento. Quem aplica a agricultura regenerativa tem resiliência, mas como será o futuro se nada for feito? O segmento já está sentindo os efeitos da crise hídrica, por exemplo”, reforça o pesquisador.
A expectativa da plataforma de pesquisa é desenvolver conhecimento público para a cadeia de valor agrícola no comércio internacional entre Brasil e China. A pesquisa e evidência empírica são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sistema de rastreabilidade da carne, garantindo a qualidade e sustentabilidade do processo.
“O consumidor passaria a ter a oportunidade de ter um rótulo que realmente monitora e garante que não haja desmatamento. Isso significa que o sistema de rastreabilidade tem que estar em toda a cadeia de valor e tem que ser confiável. Felizmente, ficou claro que eles estão dispostos a pagar um preço mais alto por isso”, alerta Chen, sobre a necessidade de unir iniciativas privadas e públicas para que não seja só o consumidor a pagar essa conta.
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