Essa retração da reposição pressiona a margem da cria e faz com que grande parte dos pecuaristas intensifique o envio de matrizes para o abate; Desse modo, o acumulado de abates de fêmeas entre jan/23 e jul/23 chegou a 1,69 milhão de cabeças.
A pecuária de corte viveu momentos de glória em um passado próximo e, apesar da atual crise vivida pelo setor, o pecuarista ainda observa os recordes de preços do bezerro ao boi gordo ficando cada vez mais distantes pelo retrovisor do trem da pecuária. Mas existe uma definição que explica todo esse comportamento: O Ciclo Pecuário. A pressão exercida nos preços, atualmente, são explicadas pela fase que vive o ciclo pecuário.
Desanimo no setor da cria, tem levado os pecuaristas a destinar ao descarte uma maior quantidade de fêmeas, causando uma pressão no preço do boi gordo. Resumidamente, o bezerro vê preço despencar mais de 20% e vacada vai pro gancho.
Com a grande oferta, as cotações do bezerro de ano retornam para os patamares de 2020, quando a média mensal nominal foi de R$ 1.883,87 por cabeça. O bezerro de ano (7@) vem sendo pressionado ao longo de 2023 e está na média de R$ 1.800,53/cab. em ago/23 (até o dia 25/08), o que representa queda de 20,89% quando comparado ao preço médio de jan/23. Essa é a maior desvalorização já registrada para o período (agosto ante a janeiro), informou relatório do Imea.
Assim, o preço do bezerro retorna aos patamares de 2020, no qual a média de ago/20 foi de R$ 1.883,87/cab (nominal). Essa retração da reposição pressiona a margem da cria e faz com que grande parte dos pecuaristas intensifique o envio de matrizes para o abate para gerar caixa.
Desse modo, o acumulado de abates de fêmeas entre jan/23 e jul/23 chegou a 1,69 milhão de cabeças, volume 34,98% maior que o do mesmo período de 2022. Por fim, mesmo com a típica redução nos abates de fêmeas durante o 2º semestre, o envio de matrizes para a indústria tende a se manter alongado até que a cria apresente margens melhores.
Já o Indicador do Bezerro Esalq/Cepea, indicou uma queda acumulada até o dia 29 de agosto de mais de 10%. Essa trajetória de queda, que também segue a cerca de 12 meses, vem pressionando o mercado da cria no estado sul mato-grossense. Os preços atuais estão cotados a R$ 1.937,22/cab. Segundo o Indicador, os preços no mercado paulista também seguem em queda e acumulam uma variação mensal negativa de 9,30%
Em queda, na última semana a vaca parida foi cotada a R$ 2.823,57/cab., o que representou retração de 5,27% no comparativo semanal, devido à fraca demanda pela categoria. Para se ter uma ideia, o gráfico abaixo, exemplifica de forma muito clara o comportamento dos preços do bezerro em relação ao volume de fêmeas enviadas para abate.
“Mesmo com a típica redução nos abates de fêmeas durante o 2º semestre, o envio de matrizes para a indústria tende a se manter alongado até que a cria apresente margens melhores”, finaliza.


Preço do Boi Gordo em forte retração
Esse cenário de forte pressão sobre os preços em Mato Grosso está sendo ocasionado pela oferta de animais disponíveis para abate, que tem suprido a necessidade das indústrias e gerado excedente, o que proporciona o alongamento as escalas de abate.
As cotações do boi gordo têm sido fortemente pressionadas ao longo de 2023. Assim, a arroba do boi, que foi cotada pelo Imea na média de R$ 246,40/@ em jan/23, caiu para R$ 196,48/@ em ago/23 (parcial até 25/08), o que representou retração de 20,26% nesse comparativo, sendo a maior desvalorização para o período na série histórica.
Ademais, a demanda interna pela proteína bovina ainda se mantém aquém do esperado e não está sendo capaz de suprir o volume de carne disponível nos estoques dos frigoríficos, refletindo também em pressão negativa nos demais elos da cadeia (atacado e varejo).

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