Crescimento nas cargas refrigeradas e nas exportações de carnes reforça a importância do terminal para a logística e o comércio exterior brasileiro.
O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimentou 690 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés — entre janeiro e maio de 2026, resultado 2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo aumento das exportações e importações de cargas cheias, consolidando o terminal como um dos principais corredores logísticos do agronegócio brasileiro.
Carnes lideram as exportações
Um dos destaques do período foi o crescimento das cargas refrigeradas, utilizadas principalmente para o transporte de carnes e produtos congelados. A movimentação desse tipo de contêiner aumentou 9% nos cinco primeiros meses do ano, refletindo a recuperação das exportações de proteína animal e a maior demanda internacional pelos produtos brasileiros.
O segmento de carnes e congelados permaneceu como o principal produto exportado pelo terminal, com cerca de 1,7 milhão de toneladas embarcadas no período, crescimento de 13% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A retomada das exportações de carne de frango e o avanço dos embarques de carne suína contribuíram para esse resultado.
Logística fortalece competitividade
Além do crescimento nas cargas refrigeradas, o terminal registrou aumento nas operações de exportação de papel e celulose. Nas importações, os setores automotivo e de produtos químicos também apresentaram bom desempenho, reforçando a diversificação das cargas movimentadas.
A estrutura logística também registrou números expressivos. Entre janeiro e maio, o terminal recebeu centenas de navios, ampliou a movimentação ferroviária e manteve intenso fluxo de contêineres pelo modal rodoviário, evidenciando a integração entre os diferentes sistemas de transporte.
Perspectivas para o setor
O desempenho do Terminal de Paranaguá reforça a importância dos investimentos em infraestrutura para atender ao crescimento do agronegócio brasileiro. A expansão da capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados, prevista para este ano, deverá aumentar ainda mais a eficiência das operações e fortalecer a competitividade das exportações nacionais.
Com o avanço da demanda internacional por carnes, celulose e outros produtos do agro, a expectativa é de que o terminal mantenha um ritmo positivo de movimentação ao longo de 2026, consolidando seu papel estratégico na logística de exportação do país.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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