Entenda como o estresse térmico reduz o consumo de bovinos em confinamento e veja estratégias para evitar a queda no ganho de peso e na eficiência alimentar.
Em períodos de calor intenso como Dezembro, Janeiro e Fevereiro onde as temperaturas tendem a ser acima dos seus 30º C, é comum observar uma redução no consumo de alimentos por bovinos em confinamento. Essa queda está diretamente relacionada ao desconforto térmico que os animais enfrentam, uma vez que o processo digestivo gera calor interno.
Ao comer menos, os bovinos tentam minimizar esse efeito, preservando seu equilíbrio fisiológico. No entanto, essa adaptação compromete o desempenho produtivo, afetando o ganho de peso diário e a eficiência alimentar. Por isso, é fundamental que o confinamento adote estratégias específicas para mitigar o impacto das altas temperaturas no comportamento ingestivo dos animais.
O impacto do estresse térmico no comportamento alimentar
Em altas temperaturas, os bovinos enfrentam estresse térmico, que afeta diretamente o metabolismo e o apetite. Para manter a temperatura corporal, o animal reduz a atividade física e o consumo, especialmente de alimentos concentrados, cuja digestão gera mais calor. Bovinos são animais sensíveis ao calor, especialmente os de raças zebuínas.
Em temperaturas elevadas, o corpo deles já está trabalhando para dissipar calor. Como a digestão, especialmente de concentrados, também gera calor (efeito térmico dos alimentos), o animal instintivamente reduz o consumo para não aumentar ainda mais a temperatura interna. Isso é mais comum no verão, em regiões quentes e em piquetes sem sombra ou sem ventilação adequada.
Fisiologia e termo regulação
Ruminantes produzem calor durante a fermentação ruminal. Em dias muito quentes, esse calor interno se soma ao ambiente, prejudicando a capacidade do animal de dissipar calor. Como resposta, o bovino tende a comer menos e buscar sombra e água. Animais mais ofegantes, comendo só no início da manhã ou à noite.
Pontos de atenção para minimizar a queda de consumo:
- Ambiente sombreado e ventilado: Instalação de sombreamento natural ou artificial e, se possível, ventiladores ou aspersores.
- Oferecimento de ração nos horários mais frescos do dia: Preferir alimentar pela manhã cedo e no final da tarde.
- Acesso constante a água limpa e fresca: A hidratação ajuda a manter a temperatura corporal e estimular o consumo.
- Ajustes na dieta: Reduzir o teor de fibra e priorizar ingredientes com maior digestibilidade e menor fermentação ruminal, como polpa cítrica e cevada.
- Monitoramento dos animais: Observar sinais de estresse térmico como salivação excessiva, respiração ofegante e apatia.
Menor densidade nos currais e menor tempo de permanência no sol ajudam a reduzir o desconforto.
Conclusão
Em períodos de calor intenso, é comum observar uma redução no consumo de alimentos por bovinos em confinamento. Essa queda está diretamente relacionada ao desconforto térmico que os animais enfrentam, uma vez que o processo digestivo gera calor interno. Ao comer menos, os bovinos tentam minimizar esse efeito, preservando seu equilíbrio fisiológico. No entanto, essa adaptação compromete o desempenho produtivo, afetando o ganho de peso diário e a eficiência alimentar. Por isso, é fundamental que o confinamento adote estratégias específicas para mitigar o impacto das altas temperaturas no comportamento ingestivo dos animais.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.