Gigante do café, Cooxupé digitaliza gargalo logístico para blindar exportações contra crises globais

Líder nacional em café arábica adota orquestração de dados para reduzir custos e assimetria de informação em embarques que superam 5 milhões de sacas ao ano.

Em um momento de volatilidade nas cadeias de suprimentos globais, a Cooxupé — responsável por uma fatia expressiva do café exportado pelo Brasil — decidiu atacar um dos maiores custos do setor: a ineficiência logística. A cooperativa acaba de implementar o sistema da logtech Flowls para centralizar a gestão de seus embarques internacionais, eliminando a dependência de planilhas e processos manuais que fragmentavam a visibilidade da carga.

O movimento reflete uma mudança de postura no agronegócio brasileiro: a transição da eficiência “dentro da porteira” para a eficiência “no porto”. Com mais de 20 mil cooperados e presença em 50 países, a Cooxupé movimenta volumes superiores à produção nacional de países inteiros. O desafio, contudo, residia na comunicação entre ERPs, transportadoras e armadores.

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O custo da incerteza

A logística de exportação de café, concentrada 80% no Porto de Santos, enfrenta historicamente gargalos de lead time e falta de dados em tempo real. A implementação da plataforma Flowls visa reduzir a “assimetria de informação” — termo técnico para o atraso de dados que gera custos extras de armazenagem e multas contratuais.

“A logística é uma das colunas que sustentam nossa expansão. Ter controle e previsibilidade é essencial para mantermos a excelência”, afirma Deivison Ricciardi, superintendente de logística e operações da Cooxupé.

Integração de dados como ativo estratégico

A nova camada tecnológica conecta o ERP da cooperativa diretamente aos dados dos terminais portuários e armadores. Na prática, isso significa que a Cooxupé agora consegue antecipar riscos de atraso e gerir exceções de forma automática.

Os impactos diretos na operação incluem:

  • Gestão de Exceção: Alertas automáticos substituem a conferência manual de status de navios.
  • Redução de Lead Time: Identificação imediata de gargalos no transporte rodoviário e aduaneiro.
  • Centralização de Interlocutores: Integração de despachantes e agentes em um fluxo digital único.

Para Anna Valle, COO da Flowls, o caso da Cooxupé é um marco para o setor de commodities: “Estamos falando em transformar dados brutos de múltiplos agentes em inteligência logística. Isso reduz o custo operacional e aumenta a competitividade do grão brasileiro no destino final”.

Perspectiva de Mercado

A digitalização da Cooxupé ocorre em um período de forte cobrança internacional por rastreabilidade e eficiência energética. Ao otimizar rotas e tempos de espera, a cooperativa não apenas reduz custos, mas também posiciona sua cadeia logística em linha com as exigências globais de transparência.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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