Esmagamento da soja em Mato Grosso chegou a 1,03 milhão de t

Apesar do volume parecer grande, esse representa uma queda de 1,98% no esmagamento de soja em Mato Grosso, quando comparado com jun/24, apontou o Imea que, ainda trouxe os dados de aumento na produção global da safra 24/25

Em julho de 2024, o esmagamento de soja em Mato Grosso registrou um volume de 1,03 milhão de toneladas, uma queda de 1,98% em relação a junho. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), essa redução está ligada a paradas programadas para manutenção em algumas esmagadoras.

Apesar dessa retração mensal, o estado processou, de janeiro a julho de 2024, um total de 7,53 milhões de toneladas, representando um aumento de 11,29% em comparação ao mesmo período do ano anterior e 13,18% acima da média dos últimos três anos. Esse aumento se deve à expansão da capacidade estática no estado e à maior demanda por farelo e óleo de soja.

No mercado, o óleo de soja atingiu uma cotação média de R$ 5.020,25 por tonelada em julho de 2024, uma valorização de 14,32% em comparação com junho. Com isso, a margem bruta de esmagamento fechou o mês em R$ 440,13 por tonelada, um aumento de 31,59% em relação ao mês anterior.

Oferta e demanda mundial da soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou em agosto de 2024 os dados de oferta e demanda mundial de soja para a safra 2024/2025. A produção global foi estimada em 428,73 milhões de toneladas, um aumento de 1,62% em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente pelo crescimento de 3,48% na produção dos EUA, reflexo das melhores condições das lavouras norte-americanas.

Do lado da demanda, a projeção para agosto apresentou um aumento de 0,32% em comparação ao mês anterior, totalizando 402,84 milhões de toneladas, impulsionado pelo maior consumo doméstico de soja nos EUA.

Quanto aos estoques finais, a estimativa é de 134,30 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,12% em relação a julho de 2024, o maior valor desde o início da série histórica entre safras. Essa maior oferta em relação à demanda pressionou negativamente os preços da soja na Bolsa de Chicago, resultando em uma queda de 6,22% na semana anterior, com a média semanal ficando em R$ 111,16 por saca.

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