Conheça o pato sensação da Copa do Mundo que roubou a cena no México

Animal de estimação de vendedores ambulantes viraliza nas redes sociais, conquista o título de embaixador oficial na Cidade do México e atrai a atenção do governo para o apoio humanitário durante o Mundial

Quando os torcedores imaginavam os grandes ídolos do torneio de 2026, possivelmente pensavam em craques do futebol ou nas defesas de goleiros veteranos. Contudo, o maior destaque do evento na América do Norte não calça chuteiras e tampouco foi chamado pelo técnico Javier Aguirre. Com apenas dois anos de idade, uma carismática ave chamada Merlín assumiu o posto de pato sensação da Copa do Mundo, transformando-se na atração mais cativante e comentada fora dos gramados.

A ascensão meteórica desse inusitado protagonista começou de maneira orgânica no dia 11 de junho, embalada pela euforia da vitória mexicana por 2 a 0 contra a África do Sul na partida inaugural. Longe dos camarotes luxuosos, a história ganhou vida nas ruas da capital, onde a vendedora ambulante Karla Ivette Gómez e seu filho trabalhavam duro comercializando águas e refrigerantes para a multidão.

O que ninguém esperava era que o animal de estimação da família chamaria tanta atenção ao correr alegremente atrás do carrinho de bebidas. Turistas e moradores locais rapidamente sacaram seus celulares para registrar a cena. A fofura e a lealdade da ave geraram um engajamento estrondoso nas redes sociais, projetando o bichinho para a fama global em questão de horas.

Merlin, o “Pato Mundialista”, ganhou figurinha da Copa do Mundo — Foto: Reprodução

O reconhecimento oficial nas redes sociais

O impacto digital foi tão expressivo que a organização do torneio não pôde ignorar. A página oficial da Cidade do México, atuando como sede do Mundial, fez questão de abraçar a popularidade do animal.

Em uma declaração oficial nas redes, a entidade nomeou a ave como uma verdadeira embaixadora da cidade. A publicação destacou que a presença do animal refletia o suor, o amor e a união da cultura local, ressaltando de forma bem-humorada que a “alma chilanga” (referência aos nativos da capital) também possui penas.

Pato com a camisa do México andando entre torcedores na Copa do Mundo — Foto: Reprodução

Holofotes no Palácio Nacional e impacto humanitário

A trajetória do pequeno mascote atingiu seu ápice no dia 22 de junho, quando ele foi recebido no Palácio Nacional. Durante a coletiva de imprensa oficial da presidente Claudia Sheinbaum, o animal atraiu todos os flashes ao aparecer vestido a caráter: ostentava uma mini camisa da seleção do México, meias e até uma gravata com o logotipo da FIFA.

Aproveitando a enorme visibilidade gerada pelo mascote, a líder do governo mexicano deu um tom social ao fenômeno. Segundo ela, a conexão com a família da ambulante Karla Ivette precisava ir além do entretenimento. A presidente reforçou o compromisso humanista de sua gestão, afirmando que o governo ouviu as dificuldades enfrentadas pelos tutores da ave nas ruas e garantiu que providenciará apoio oficial e assistência para melhorar a qualidade de vida da família.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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