Vladimir Putin enfatizou que a Federação Russa está pronta para fazer uma contribuição significativa para superar a crise alimentar
O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, por telefone, nesta quinta-feira, que a Rússia está pronta para ajudar a aliviar a crise internacional de alimentos, mas apenas se o Ocidente suspender as sanções impostas contra o país, anunciou o Kremlin.
“Vladimir Putin enfatizou que a Federação Russa está pronta para fazer uma contribuição significativa para superar a crise alimentar, com a exportação de grãos e fertilizantes, uma vez que as restrições com motivações políticas do Ocidente sejam suspensas”, disse o governo russo em nota.
- Faturamento bilionário da Agrishow 2026 recua 22%
- Sindi bate recorde na ExpoZebu 2026 com touro valorizado em R$ 1,3 milhão
- DDG dispara na pecuária: insumo do etanol de milho corta custos e acelera a engorda
- JBJ Ranch transforma Goiás na “Capital Mundial do Quarto de Milha” com leilões e genética de elite
- Fazenda de Marcos Palmeira impressiona: produção orgânica, prêmio nacional e visitas pagas
A Ucrânia descreveu a posição russa como “chantagem”, e a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, disse na quinta-feira que Putin está “tentando fazer o mundo de refém” ao tentar dar um caráter bélico à crise alimentar criada por sua guerra contra a Ucrânia.
O bloqueio da Rússia aos portos ucranianos impede que o país exporte grãos, produtos que ambos os países são grandes exportadores. A Rússia acusa a Ucrânia de minar seus portos. O conflito abastece uma crise global de alimentos fazendo disparar os preços de grãos, óleos de cozinha, combustíveis e fertilizantes.
Separadamente, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que embarcações civis agora podem utilizar em segurança o porto de Mariupol, no Mar de Azov, na Ucrânia, completamente controlado pelos russos desde semana passada, quando combatentes ucranianos se renderam na usina siderúrgica de Azovstal.
Segundo o ministério, o perigo das minas em torno do porto de Mariupol já foi eliminado.
Fonte: Reuters





