Cresce exportação de gado vivo pelo Porto de Rio Grande, até julho deste ano, as movimentações de gado vivo já tinham atingido 120 mil cabeças, número que é 800% maior que todo o ano de 2022, informa a Portos RS.
A unidade Rio Grande da Portos RS realizou entre o final de agosto e início de setembro/23 mais duas operações de embarque de carga viva. Os carregamentos aconteceram através dos navios MV Gulf Livestock II e Anna Marra, com destino à Turquia, totalizando 26.379 cabeças. O país de destino dos animais é o maior parceiro comercial do Brasil nessa modalidade, sendo uma importante via de escoamento para a produção pecuária nacional. Confira as informações sobre exportação de gado vivo.
Apesar da grande movimentação do setor, os cuidados com o bem estar animal e a segurança com que as operações são realizadas, um movimento por parte dos ativistas segue tentando encabeçar uma proibição desse comércio no país. Diante desse cenário, é preciso que o setor se organize de formaa combater as imensas fakenews divulgadas por esses movimentos.
Segundo as informações divulgadas pela Porto RS, somente nas ultimas semanas o Porto do Rio Grande do Sul – um dos maiores operadores dessa modalidade de carga – foi responsável pelo mega embarque de mais de 26.000 bovinos.
A operação foi dividida em Gulf Livestock II, que embarcou 7.111 animais em dois dias de operação. Já o navio MV Anna Marra carregou outros 19.268 bovinos. Os carregamentos que aconteceram através dos navios MV Gulf Livestock II e Anna Marra, totalizaram 26.379 cabeças.
Conforme informado, as duas operações se somam as demais já realizadas em 2023 e que colocam o Porto do Rio Grande em destaque nesse tipo de embarque.
Até julho deste ano, informa a Portos RS, as movimentações de gado vivo já tinham atingido 120 mil cabeças, número que é 800% maior que todo o ano de 2022, quando foram embarcados 10.720 animais. O aumento está relacionado com a qualidade da raça e ao atendimento dos parâmetros sanitários.
Segundo a companhia, outro fator que contribui para esse crescimento é o fato dos países importadores não possuírem internamente fontes de proteína suficientes para alimentação da população e a opção pelo gado vivo se dá em razão de suas baixas capacidades de refrigeração. Nesse caso, o gado mais novo é exportado e termina seu desenvolvimento no país que o recebe.

Embarque de gado vivo
Cabe lembrar que toda a operação é acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários e agentes de atividades agropecuárias de duas áreas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa: o Departamento de Saúde Animal (DSA) e a Coordenação Geral da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Os cuidados e observação relativos ao bem-estar animal começam bem antes do embarque, ainda nos chamados Estabelecimento Pré-Embarque (EPEs), também com a supervisão da equipe.
Os EPEs são os locais onde os animais permanecem em quarentena para o cumprimento das medidas sanitárias exigidas pelos países importadores. Lá, servidores do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal (Sisa) acompanham desde a abertura da quarentena e o trato dos animais, até o encerramento, quando eles já cumpriram as exigências e estão prontos para o início da viagem.
Na chegada ao porto, outra equipe assume os trabalhos. O Vigiagro tem a função de verificar se os animais chegaram em condições para embarcar nos navios boiadeiros – construídos exclusivamente para esse fim ou adaptados para isso – e seguirem viagem para o país de destino. A viagem entre os estabelecimentos pré-embarque e o porto deve ocorre no prazo máximo de 12 horas. Já a viagem entre o Brasil e a Turquia (destino da maioria dos animais) pode durar de 18 a 20 dias.
O Código indica também condições mínimas para o bem-estar animal na exportação de gado vivo, conhecidas como as cinco liberdades: viver livre de fome, sede e desnutrição; livre de medo e angústia; livre de desconforto físico e térmico; livre de dor, lesões e doenças; e livre para manifestar o comportamento natural. O Mapa atua para que as ações de bem-estar ocorram em todas as fases desse processo. Também capacita todos os envolvidos no manejo animal.

Movimento contra a exportação
A 25ª Vara Cível de São Paulo acatou, em abril deste ano, o pedido feito via Ação Civil Pública proposta pelo Fórum Nacional de Proteção Animal para proibição da exportação de gado vivo em portos de todo o Brasil. A medida assustou o setor pecuário do país que possuí o maior rebanho comercial de bovinos do mundo e, juntos, conseguiram derrubar de forma rápida a liminar. O mercado de animais vivos é importante para o setor, principalmente em momentos de pressão negativa nos preços da arroba do boi gordo no mercado interno.
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