Já o boi gordo, nesse mesmo intervalo, valorizou 13,5%, piorando a relação de troca em 8,8%, considerando a média de todas as categorias. Confira!
A oferta limitada de animais para reposição no estado fez com que os preços subissem 25,3% desde o início do ano, na média para todas as categorias monitoradas pela Scot Consultoria. Já o boi gordo, nesse mesmo intervalo, valorizou 13,5%, piorando a relação de troca em 8,8%, considerando a média de todas as categorias.
No período analisado, a alta mais significativa ficou para o bezerro de ano anelorado, que teve valorização de 33,3%, e atualmente está cotado em R$2,2 mil.
Dentre todas as categorias, a melhor relação de troca ficou para o boi magro, com o qual o poder de compra do invernista aumentou 3,2% na mesma comparação. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,45 boi magro, atualmente compra-se 1,50.
Para o curto e médio prazos, a oferta restrita de animais na maior parte do estado deve continuar ditando rumo do mercado.
Levantamento de preços de bezerro realizado pela Scot Consultoria, em 13 estados brasileiros, revela que o animal mais barato é encontrado hoje no Acre, e custa R$ 1.250. Em seguida, entre os mais baratos, aparecem os animais comercializados em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Rondônia e Maranhão, com preço de R$ 2.000. Já o bezerro mais caro está em São Paulo, com R$ 2.350 por cabeça.
Segundo o analista da Scot Hyberville Neto, as características do mercado pecuário no Acre são bem específicas e isoladas, pois ali o segmento é pequeno. Dessa forma, o boi e os animais de reposição são mais baratos do que na média de estados que possuem maior comércio interestadual.
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Hyberville Neto destaca que Mato Grosso e outros estados que têm preços em torno de R$ 2.000 por cabeça atingiram as máximas históricas nominais. Isso estaria ocorrendo em virtude da diminuição de fêmeas em períodos anteriores, gerando restrição de oferta de reposição atualmente.

Contrato de outubro para o boi gordo na B3 trabalha no maior patamar do ano com foco nas exportações do 2º semestre
Os preços futuros do Boi Gordo têm trabalhado com movimento de alta na Bolsa Brasileira (B3), na qual teve valorizações expressivas nos últimos dias no contrato Outubro/20. Já o mercado físico segue trabalhando com estabilidade nos preços da arroba mesmo com as indústrias pressionando as negociações.
De acordo com o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, o contrato outubro/20 trabalha no maior nível de 2020. “Nós só vimos os mesmos valores no final do ano passado, o que é muito bom para o pecuarista. Podemos dizer que três pilares estão contribuindo para os ganhos, sendo que o primeiro é a baixa oferta de animais, as exportações e a demanda interna que não tem pesado tanto”, relata.
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Com relação à demanda externa, o consultor aponta que o agravamento das relações entre os Estados Unidos e a China pode fazer com que os compradores chineses busquem pela a carne brasileira. “Se tivermos um agravamento entre os EUA e a potência asiática podemos ser beneficiados em todas as proteínas animais”, aponta.
As exportações aquecidas ajudam a controlar os estoques de carne no mercado interno e os preços no atacado que seguem sustentados. “Os preços das proteínas em geral estão se sustentando no atacado, mas no varejo os valores estão em um movimento de baixa. Esse é o grande ponto de atenção em que o consumidor final não está respondendo da forma que ele deveria responder”, destaca.