Morre o “Rei dos Muares”, maior criador de mulas e jumentos do Brasil deixou um legado; e agora?

Após décadas liderando a maior criação de mulas e jumentos do país, Tércio Barnabé o “rei dos muares” deixa um império com mais de 500 animais — mas o futuro do criatório ainda é incerto.

O mundo dos muares viveu dias de luto com o anúncio da morte de Tércio do Carmo Barnabé, reconhecido como o “Rei dos muares”. A sua despedida encerra um dos capítulos mais importantes da asinocultura brasileira. Criador do tradicional afixo Indaiatuba, ele foi responsável por consolidar um dos maiores criatórios de mulas e jumentos do país, tornando-se referência nacional pela qualidade genética e pela escala de produção.

A própria associação do setor destacou sua trajetória, lembrando o criador pelo trabalho, dedicação e contribuição à criação de asininos no Brasil.

Mais do que um produtor, Barnabé foi um nome que ajudou a transformar uma atividade tradicional em um negócio estruturado dentro do agronegócio.

O chamado “império dos muares” não foi construído em uma única fazenda. Ao longo dos anos, a operação foi expandida e organizada em diferentes propriedades rurais, formando um sistema produtivo robusto.

Entre as principais bases do criatório, destacam-se:

  • Fazenda Campo Bonito
  • Fazenda Indaiatuba
  • Fazenda Santa Helena
  • Fazenda São Francisco

Registros da própria associação mostram que Barnabé era proprietário de importantes fazendas em Indaiatuba (SP), consolidando sua presença como um dos principais criadores do estado .

Ao todo, o sistema reúne centenas de animais, entre jumentos, éguas e muares, posicionando-se como um dos maiores polos de produção do país.

O criatório ganhou notoriedade não apenas pelo tamanho, mas pela capacidade de atender o mercado em larga escala.

Animais oriundos dessas fazendas abastecem propriedades em diversas regiões do Brasil, especialmente em estados com forte atividade pecuária e áreas de difícil acesso.

Isso reforça um ponto importante:

👉 Mesmo com o avanço da mecanização, os muares continuam sendo essenciais no campo brasileiro.

Morre o “Rei dos Muares”, maior criador de mulas e jumentos do Brasil deixou um legado; e agora?
Tércio Barnabé mula Aliança. Foto: @harascampobonito

O diferencial do “rei dos muares” sempre esteve na seleção genética.

O sistema produtivo é baseado principalmente em:

  • Jumentos da raça Pêga, uma das mais valorizadas do Brasil
  • Cruzamentos planejados com éguas selecionadas

Esse trabalho resultou em animais reconhecidos por:

  • Alta resistência física
  • Docilidade no manejo
  • Capacidade de trabalho em terrenos difíceis
  • Eficiência alimentar

Foi essa combinação que transformou o criatório em referência nacional.

Com a morte de Tércio Barnabé, surge uma dúvida que movimenta o setor: 👉 Quem assume o comando do maior criatório de asininos do Brasil?

Até o momento, não há confirmação pública oficial sobre:

  • sucessor direto
  • mudança na gestão
  • divisão do criatório

Não foram divulgadas informações por entidades do setor nem pela família sobre quem ficará à frente da operação.

Por outro lado, registros recentes indicam a presença de membros da família Barnabé ligados a propriedades rurais, o que pode sinalizar continuidade do negócio dentro do núcleo familiar.

A história do “rei dos muares” vai além da estrutura física ou do número de animais.

Ela representa:

  • Décadas de seleção genética
  • Construção de um mercado especializado
  • Valorização da asinocultura no Brasil
  • Manutenção de uma atividade essencial no campo

Sua atuação ajudou a manter viva uma prática que acompanha o Brasil desde o período colonial e que ainda hoje é indispensável em muitas regiões.

Tércio Barnabé
Foto: abcjpega

A morte de Tércio Barnabé, o rei dos muares, encerra um ciclo, mas não o negócio.

👉 O futuro do maior criatório de asininos do Brasil dependerá agora da sucessão — ainda indefinida.

Enquanto isso, o setor observa com atenção. Porque mais do que um criador, o “rei dos muares” deixou um sistema estruturado, uma genética consolidada e um mercado ativo.

E a grande pergunta permanece: quem dará continuidade a esse legado no agro brasileiro?

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