Processo é movido por associação de produtores de leite; em vídeo, publicado nas redes sociais, ator acusa a indústria do leite de maus-tratos; “Será que todo este sofrimento vale mesmo a pena por um copo de leite de vaca?”, questiona.
A Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) está processando Márcio Garcia por causa de um vídeo que o ator e apresentador divulgou em suas redes sociais recentemente. Na publicação, ele critica o consumo de leite de vaca no Brasil e aponta maus-tratos aos animais. O vídeo é uma parceria com a organização Mercy for Animals. As informações foram divulgadas pela jornalista Ana Claudia Guimarães do Jornal O Globo.
A Abraleite alega que a mensagem transmitida no vídeo é “fake news” e que denigre a imagem da atividade de produção de leite no país. A associação também enfatiza que Márcio Garcia possui uma audiência significativa, com mais de nove milhões de seguidores no Instagram. Como resultado, a Abraleite está buscando uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$100 mil.
O processo foi protocolado na 3ª Vara Cível da Barra da Tijuca e levanta questões importantes sobre o papel das celebridades e das redes sociais na disseminação de informações sobre questões relacionadas à indústria alimentícia e ao bem-estar animal.
Após a repercussão negativa, o vídeo foi removido do Instagram de Marcio Garcia e um novo foi publicado em que o apresentador pede desculpa se as falas do vídeo causaram desconforto ou qualquer mal-entendido.
O ator explicou ainda que é motivado pelo amor e carinho pelos animais e que por isso aceitou o convite de participar da campanha. “A minha intenção ao participar desse vídeo, sem absolutamente nenhum cachê, foi unicamente chamar a atenção para um problema muito sério que é, está afetando animais indefesos em determinadas circunstâncias“, afirmou.
Ao final, ele ainda frisou que não teve a intenção de generalizar os casos ou atacar um segmento que tem muito respeito. Marcio explicou também que as imagens veiculadas haviam sido de uma investigação da MFA que mostrava como identificar maus-tratos em animais.
“Eu quero reiterar que meu objetivo nunca foi desacreditar seus esforços (dos produtores) e muito menos estigmatizar um setor inteiro, tão importante para o país, apenas destacar uma questão que acredito ser de importância vital para os animais e para a sociedade como um todo”, disse ele ao final do vídeo.
Segundo a FABB, que reúne 14 associações de raças detentoras de registros bovinos, “o material divulgado em larga escala nas plataformas digitais carece de precisão e leva o consumidor a acreditar que a produção de leite é um problema, quando, na verdade, é um componente crucial para a segurança alimentar global”.
Confira a nota completa da Fabb (à época):
A Frente das Associações de Bovinos do Brasil (FABB) repudia veementemente o vídeo do ator Márcio Garcia publicado em redes sociais com informações equivocadas sobre a origem do leite.
O material disseminado em larga escala na web falta com a verdade e induz o consumidor a acreditar que o processo de produção leiteira é um problema, quando de fato, se trata de importante meio para a segurança alimentar no mundo.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, com mais de 34 bilhões de litros por ano e com produção em 98% dos municípios brasileiros, tendo a predominância de pequenas e médias propriedades, empregando cerca de 4 milhões de pessoas.
O leite e seus derivados são alimentos de origem animal de excelente qualidade nutricional. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), o leite de vaca possui 87% de água e 13% de outros componentes sólidos importantes, como cálcio, potássio, fósforo e vitaminas A e B. O alimento ajuda na formação da massa óssea, crescimento e fortalecimento do sistema imunológico e dos dentes.
A produção leiteira no Brasil segue uma série de exigências ligadas à sanidade, segurança alimentar e bem-estar animal, medidas desenhadas para melhorar a qualidade e a competitividade do setor lácteo. Para as indústrias, a preocupação vai desde o bem-estar animal ao padrão de contagem bacteriana, passando pela contagem de células somáticas (células de defesa) e transporte.
O produtor de leite, instituições de pesquisa e empresas sérias entendem que situações de estresse para o animal impactam diretamente no bem-estar e na produtividade. Por essas e outras razões, as práticas de manejo na cadeia produtiva são feitas para garantir qualidade de vida aos bovinos e ainda evitar prejuízos.
Reforçamos que a produção de leite é um dos pilares do agronegócio brasileiro e fonte de alimentação de fácil acesso para a população mundial. Materiais como o divulgado não refletem a realidade nas fazendas produtoras de leite no Brasil – principalmente, diante do cenário atual, em que o setor é altamente penalizado com as importações desenfreadas, diminuindo a competitividade e prejudicando a economia nacional. Quem produz leite neste país trabalha com responsabilidade e compromisso.
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