Para se ter uma ideia as cinco maiores transações de terras no agro somam mais de R$ 4 bilhões. O maior destaque do ano foi a aquisição realizada pela Suzano, líder mundial na produção de celulose, adquiriu 70 mil hectares de terras.
Em 2024, o mercado de terras no agronegócio brasileiro se consolidou como um dos mais atrativos e dinâmicos do mundo. Impulsionado pela valorização das commodities, pela demanda por terras agricultáveis e pela expansão de atividades florestais, o setor registrou transações milionárias que refletiram a confiabilidade e o potencial de crescimento do agro no Brasil.
Nesse conteúdo, que faz parte da retrospectiva do ano de 2024, o Compre Rural traz informações importantes relacionadas ao mercado imobiliário de terras no agro. Para se ter uma ideia da magnitude dessas transações, as cinco mais somam mais de R$ 4 bilhões. Recentemente, em conteúdo divulgado aqui no Portal, o Mato Grosso é o estado que tem chamado a atenção por conta da quantidade de anúncios de fazendas à venda, o que sinaliza aumento de oferta em áreas tradicionalmente de pecuária de corte e corrobora com as mudanças no mercado de terras. A tendência foi verificada pelo Chaozão, portal especializado em anúncios de propriedades rurais.
É importante notar que, devido à natureza privada de muitas transações de terras, detalhes específicos sobre as maiores negociações nem sempre são divulgados publicamente. No entanto, as tendências observadas em 2024 indicam um mercado dinâmico, com crescente interesse de investidores nacionais e internacionais no agronegócio brasileiro.
Maiores transações de terras no agro em 2024
O maior destaque do ano foi a aquisição realizada pela Suzano. A empresa, líder mundial na produção de celulose, adquiriu 70 mil hectares de terras, sendo 50 mil hectares de área útil plantada com eucalipto em diferentes estágios de desenvolvimento. A transação, avaliada em R$ 2,1 bilhões, foi conduzida com o BTG Pactual Timberland Investment Group e representa um movimento estratégico para fortalecer o suprimento de matéria-prima para as operações industriais da empresa no Mato Grosso do Sul. O negócio ocorreu em agosto de 2024, consolidando-se como a maior transação de terras do ano no setor.
Outro marco significativo foi o Projeto Plateau, realizado pela Klabin. A transação envolveu a venda de 103 mil hectares, sendo 60 mil hectares de florestas plantadas e 43 mil hectares de terras nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O valor do negócio foi de R$ 1,8 bilhão, com a Klabin mantendo 57% do controle acionário da área. Essa operação, realizada em outubro, reforça o interesse de fundos de investimento em ativos florestais no Brasil.
A SLC Agrícola, um dos maiores players do agro nacional, também se destacou. Em outubro, a empresa adquiriu 18,8% de participação na SLC LandCo, em um negócio avaliado em R$ 525 milhões. A operação envolveu terras e infraestrutura totalizando 86.783 hectares. Essa estratégia de expansão fortalece a posição da SLC como uma das maiores proprietárias de terras do país.

Entre os negócios de destaque também está a venda da Fazenda Chaparral, localizada em Correntina, na Bahia. A propriedade, que totaliza 12.335 hectares (com 8.796 hectares de área útil), foi vendida pela BrasilAgro por R$ 364,5 milhões. A transação, realizada em março, reflete o potencial das terras nordestinas para culturas de alto valor, como a soja e o milho.
Fechando o ranking, a Fazenda San Francisco, em Canarana, Mato Grosso, foi adquirida pela RZTR11 Terrax por R$ 297 milhões. A propriedade possui 12.939,9 hectares, com 7.731,57 hectares de área útil. Essa transação, ocorrida em agosto, reforça a relevância do estado do Mato Grosso como epicentro do agronegócio brasileiro.
Transformação e investimentos
O ano de 2024 deixou claro que o mercado de terras no Brasil está cada vez mais atrativo para investidores nacionais e internacionais. A crescente demanda por terras agricultáveis, unida à valorização das commodities e à expansão de ativos florestais, foi determinante para essas transações recordes.
O interesse de grandes players do setor, como Suzano, Klabin e SLC Agrícola, reforça o papel do Brasil como um dos maiores protagonistas globais no agronegócio. Além disso, a presença de fundos de investimento e a negociação de grandes áreas mostram como o setor continua em pleno crescimento e com potencial de diversificação de ativos.
Perspectivas para o futuro
Com a consolidação de grandes transações em 2024, o mercado de terras segue como um indicador do dinamismo do agronegócio brasileiro. Para os próximos anos, espera-se que novos investimentos e estratégias de integração de ativos produtivos continuem a impulsionar o setor, garantindo sua competitividade em escala global.
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