Tecnologia desenvolvida pela SmartRanch acompanha saúde, bem-estar e segurança dos animais em tempo real e alcança 92,7% de precisão na identificação de comportamentos anormais
Você já imaginou acompanhar a saúde, o bem-estar e a segurança do seu cavalo 24 horas por dia, mesmo estando a quilômetros de distância? O que até pouco tempo parecia pertencer ao universo da ficção científica já é uma realidade presente em haras, hípicas e centros de treinamento em todo o Brasil.
À frente dessa inovação está a SmartRanch, empresa brasileira especializada em inteligência artificial aplicada à equinocultura. A tecnologia inovadora desenvolvida e patenteada pela companhia combina inteligência artificial, monitoramento por vídeo, análise comportamental avançada e de padrões de saúde para transformar a forma como proprietários, hospitais e veterinários, treinadores e gestores acompanham seus animais.
A plataforma fornece informações em tempo real sobre a rotina e o comportamento do cavalo, permitindo uma gestão mais eficiente e assertiva. Você não precisa mais ligar para o gerente ou o tratador do haras para saber como está o seu animal. Em qualquer lugar do mundo está em suas mãos através de um aplicativo de celular. Além disso, a tecnologia é capaz de identificar e te alertar precocemente de alterações comportamentais, possíveis sinais de doenças, situações de risco, desconforto, estresse e outras condições que podem comprometer a saúde, o desempenho ou a segurança do animal.
Essas informações até então eram passadas informalmente entre os profissionais e proprietários, mas, agora, o sistema registra tudo. Oferecendo assim inteligência, prevenção e tranquilidade, permitindo que decisões sejam tomadas com rapidez e embasamento, contribuindo para uma rotina mais saudável, segura e produtiva.
Segundo o sócio-diretor da empresa, Renan Vicente, o objetivo inicial foi preencher uma lacuna histórica da atividade: o período em que os animais ficam sem supervisão humana direta. “Minha maior preocupação sempre foi o meu cavalo depois das cinco horas da tarde, quando o tratador vai embora e só retorna na manhã seguinte. O que acontece com ele durante esse período?”, questiona o executivo.
Tecnologia nasceu da união entre paixão pelos cavalos e experiência em segurança
A SmartRanch surgiu da combinação entre duas áreas que fazem parte da trajetória profissional do Renan: a criação de cavalos e mais de uma década de atuação no setor de tecnologia e segurança privada.
A ideia começou a tomar forma quando ele percebeu que os avanços da inteligência artificial já estavam sendo amplamente utilizados para monitoramento humano, mas ainda eram pouco explorados dentro de uma fazenda, um haras ou uma hípica. “Eu sempre pensei: já que tenho uma empresa de tecnologia, por que não utilizar esse conhecimento para gerar benefícios para os cavalos, para os tratadores, para os gerentes dos haras e para os proprietários? Afinal, era uma dor que eu tinha. A falta de informação”, explica.
O maior desafio foi desenvolver algoritmos para identificar os animais e posteriormente seu comportamento, rotina e padrões de saúde. Foram necessários anos de desenvolvimento e validação até que o sistema alcançasse índices considerados seguros para uso comercial.
A comercialização da solução começou oficialmente em novembro de 2025, quando a plataforma atingiu uma taxa de acerto superior a 90%. Atualmente, a SmartRanch registra uma acurácia de 92,7% na identificação de comportamentos considerados relevantes para o monitoramento dos animais.
Como funciona o monitoramento inteligente
Diferentemente de outras tecnologias disponíveis no mercado, a solução da SmartRanch não exige sensores presos ao corpo do cavalo, colares inteligentes ou equipamentos invasivos.
O sistema utiliza apenas internet e câmeras convencionais, muitas vezes já existentes na propriedade.
Assim que liberado o acesso das imagens das cameras, a inteligência artificial passa por um período de aprendizado que varia entre 15 e 20 dias. Durante esse processo, a inteligência aprende as características específicas do ambiente e os hábitos individuais de cada animal.
A partir daí, o monitoramento se torna permanente.
O sistema consegue identificar uma série de eventos importantes para o manejo diário, incluindo:
- Entrada e saída do cavalo da baia;
- Períodos de alimentação;
- Tempo de permanência em repouso;
- Frequência com que o animal se deita;
- Presença de tratadores;
- Limpeza das instalações;
- Produção de fezes;
- Presença de animais indesejados, como ratos;
- Alterações comportamentais;
- Sinais de dor ou desconforto
- Sinais de cólica, entre outros.
Todos os eventos ficam registrados em vídeo dentro do aplicativo, permitindo consultas posteriores e criando um histórico detalhado da rotina do animal. “O proprietário, o veterinário ou o treinador, escolhe quais alertas deseja receber em tempo real”, explica Renan.
IA identifica cólicas e emergências durante a madrugada
Entre todas as funcionalidades, a principal missão da plataforma era atuar na prevenção e identificação precoce de problemas de saúde. A cólica equina, considerada uma das maiores causas de mortalidade na espécie, é um dos focos do sistema.
A inteligência artificial monitora indicadores comportamentais e padrões de saúde que costumam anteceder crises mais graves.
Quando identifica uma situação suspeita, o sistema envia notificações imediatas e dependendo da hora, efetua uma ligação para os responsáveis cadastrados, que podem incluir proprietários, veterinários e gestores do haras.
Desde o início da comercialização, a tecnologia já esteve envolvida em ocorrências que resultaram no salvamento de pelo menos três cavalos.
Um dos casos mais emblemáticos foi registrado pela própria empresa e divulgado em suas redes sociais. O protagonista da história foi Herói, um cavalo da raça Lusitano que apresentou um quadro alérgico grave durante o periodo noturno.
Segundo o próprio veterinário do animal, o Dr. Bruno PassetI, o sistema da SmartRanch detectou um comportamento fora do padrão e disparou um alerta automático. Ele recebeu a notificação, deslocou-se rapidamente até a propriedade para realizar os procedimentos emergenciais necessários.
O atendimento ocorreu a tempo de salvar a vida do animal.
“Situações como falta de ar, cólica, alteração de comportamento ou sofrimento dentro da baia muitas vezes acontecem quando ninguém está por perto. É exatamente nesses momentos que o a inteligência artificial SmartRanch faz a diferença”, destacou a empresa ao relatar o caso.
Além desse episódio, a tecnologia também já teve êxito em outros casos graves alertando seus proprietários sobre quadros de cólicas, laminites, envenenamento e outros, Segundo Renan Vicente, em alguns casos é possível dar publicidade conforme autorização dos proprietários, permitindo assim demonstrar a eficiência do sistema, mas, em outros casos não, justamente, para preservar a identidade do animal.
IA identifica pequenos sinais
Os avanços da plataforma não se limitam às emergências mais conhecidas.
De acordo com a SmartRanch e conforme divulgado em suas redes sociais, a inteligência artificial já começou a detectar alterações iniciais sutis associadas a problemas gastrointestinais, laminites ou mesmo um cravo inflamado.
Recentemente, dois casos de gastrite em estágio inicial foram identificados pelo sistema antes mesmo da manifestação de sintomas clínicos mais evidentes. A suspeita surgiu após a IA registrar pequenas mudanças comportamentais que indicavam desconforto e dor.
Os animais foram avaliados por veterinários, que confirmaram o diagnóstico precoce.
Para Renan, esse tipo de resultado demonstra o potencial da tecnologia como ferramenta preventiva. “A inteligência artificial consegue perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos por nós. Quanto antes um problema é identificado, maiores são as chances de tratamento e recuperação, e por consequência, menores são os custos.” afirma.
Os custos de uma cirurgia, de uma internação são bastante representativos. Sem contar o período de recuperação em que o animal atleta ou reprodutor deverá ficar parado.
“O cavalo é um patrimônio tanto emocional como financeiro. Quanto vale salvar o seu principal garanhão, a sua principal matriz ou aquele tão sonhado potro?” questiona Renan Vicente.
Segurança patrimonial também entra no radar
Além da saúde e do bem-estar, a plataforma também atua na proteção patrimonial das propriedades.
O sistema registra automaticamente a entrada de pessoas nas baias, gera registros em vídeo e permite que o proprietário acompanhe quem teve acesso ao animal e em quais horários.
A ferramenta ainda identifica a presença de outros animais dentro das instalações, gerando alertas com imagens comprobatórias.
Em propriedades de alto valor genético e econômico, onde alguns animais podem valer centenas de milhares ou até milhões de reais, esse tipo de monitoramento representa uma camada adicional de segurança.
Termografia amplia capacidade de diagnóstico
Outro avanço incorporado à tecnologia foi o desenvolvimento de um sensor que através da inteligência artificial reproduz imagens termográficas do animal.
Por meio da leitura de temperatura corporal e muscular, o sistema consegue identificar alterações que podem indicar processos inflamatórios, lesões musculares ou problemas locomotores.
A funcionalidade tem despertado interesse principalmente entre proprietários de cavalos atletas, criadores e centros de treinamento que buscam acompanhar o desempenho físico dos animais com maior precisão.
“Com a termografia conseguimos monitorar tanto questões de saúde quanto aspectos musculares importantes para cavalos de competição. Alias, em um evento em que tivemos na ultima semana, recebemos a informação de um veterinário que uma laminite foi identificada e comprovada por nossa tecnologia termográfica”, explica Renan Vicente.
Expansão para reprodução e treinamento
A SmartRanch também vem ampliando sua atuação para outros segmentos da equinocultura.
Entre as soluções desenvolvidas está a chamada “IA Potro”, voltada para monitoramento de éguas gestantes. O sistema acompanha o comportamento da matriz e envia alertas quando identifica sinais compatíveis com o início do parto, permitindo acompanhamento imediato da equipe responsável.
Assim que ocorre o nascimento, o sistema gera um novo alerta informando a identificação do segundo animal e passa a registrar a rotina dos dois, emitindo informações, como: Potro se alimentado, Cavalo adulto em pé e o potro deitado, dois animais deitados, sendo um adulto e o outro potro, dois animais identificados sem apresentar qualquer sinal clinico de dor ou desconforto, entre outras informações bastante relevantes principalmente no inico de vida desses animais.
Tecnologia que complementa o olhar humano
Apesar dos avanços, Renan Vicente faz questão de destacar que a inteligência artificial não substitui a experiência dos profissionais envolvidos no manejo.
Segundo ele, o papel da tecnologia é funcionar como uma ferramenta de apoio capaz de ampliar a capacidade de observação e reduzir o tempo de resposta diante de situações críticas.
“Quem salva a vida do cavalo não sou eu. A inteligência artificial apenas alerta que existe um problema. O tratador, o veterinário e toda a equipe continuam sendo fundamentais para o bem-estar do animal”, ressalta.
Com a crescente digitalização do agronegócio e da equinocultura, ferramentas como a desenvolvida pela SmartRanch indicam uma nova fase para o setor, na qual a tecnologia deixa de ser apenas uma aliada da produtividade para se tornar também uma importante ferramenta de proteção da saúde, do bem-estar e da vida dos cavalos.
Para mais informações sobre as soluções de monitoramento inteligente da SmartRanch, entre em contato com a empresa pelo WhatsApp, clicando aqui.
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