O mau tempo atrasou a colheita e as exportações de soja do Brasil, reduzindo os embarques para a China no início do ano.
As importações de soja do Brasil pela China em abril aumentaram em relação ao mês anterior, mostraram dados alfandegários na sexta-feira, com a chegada de cargas atrasadas.
A China, maior importador mundial de soja, recebeu 6,3 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril, um aumento de 120% em relação a 2,87 milhões de toneladas em março, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas.
Os números também aumentaram em relação ao volume de 5,08 milhões de toneladas que a China recebeu de seu principal fornecedor de soja no mesmo mês do ano passado.
O mau tempo atrasou a colheita e as exportações de soja do Brasil, reduzindo os embarques para a China no início do ano.
As chegadas de soja do Brasil começaram a aumentar em abril e devem permanecer abundantes em maio, já que as cargas previamente compradas passam pela alfândega.
A China recebeu 1,64 milhão de toneladas de soja em abril dos Estados Unidos, seu segundo maior fornecedor, ante 3,37 milhões de toneladas em março.
Os números dos suprimentos dos EUA também caíram ante 2,15 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior.
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Nos primeiros quatro meses do ano, as importações chinesas de soja do Brasil ficaram em 12,7 milhões de toneladas, ante 6,42 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior.
Os embarques dos Estados Unidos chegaram a 15 milhões de toneladas, abaixo da 21,27 milhões de toneladas, segundo dados alfandegários.
Em alguns momentos no início do ano, os compradores chineses se voltaram atipicamente para a soja dos EUA porque, com a safra brasileira diminuída, ela estava mais barata.
Os processadores chineses desaceleraram as compras de soja para o período até setembro por causa das fracas margens de esmagamento, disseram traders.
As margens de esmagamento de soja na China caíram desde o início de março e estavam em -282 iuanes (41,97 dólares) por tonelada na quinta-feira.