Diante da safra recorde de grãos no país – 320 milhões de toneladas, a maior cooperativa da América Latina encontra alternativa eficiente para armazenar toda produção, utilizando gestão e os incríveis silos infláveis.
A previsão é de safra recorde no Paraná, e no Brasil, e desde a colheita da soja que as cooperativas enfrentam dificuldade de armazenar grãos. Um problema logístico assolou o estado, por conta das chuvas fortes e bloqueios de rodovias, que impediram que a nossa produção chegasse ao Porto de Paranaguá. Com a lentidão no transporte, a carga chegava toda de uma vez só, além da demora para sair dos armazéns. Foi aí que as cooperativas resolveram encontrar formas eficientes de amenizar esse problema.
Como a previsão de produção do milho safrinha também é recorde e há possibilidade de novos problemas, prevenir foi a melhor solução encontrada pela Coamo, a maior cooperativa da América Latina, que recebe grãos do Oeste de Santa Catarina, do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Essa medida já foi tomada na safra anterior.
“Temos previsão de receber mais de três milhões de toneladas de grãos. Por isso, locamos silos infláveis, armazéns de terceiros, para não ter problemas de armazenamento”, afirma o gerente de produtos da cooperativa José Carlos de Andrade.
São mais de 10 silos infláveis locados, por exemplo. “O investimento compensa para conseguirmos atender o produtor rural”, complementa. Ele ressalta que o Porto de Paranaguá tem atendido muito bem a demanda de acordo com a capacidade. O que dificulta é a chuva.
“Choveu, não tem o que fazer. Sem contar que a produção do Centro-Sul do Brasil tem característica de comercialização mais lenta. Hoje o Porto está trabalhando com o volume que já foi vendido lá atrás. Até o produtor vender e chegar ao porto, existe um atraso de 60 dias, por conta da distância e as próprias condições do tempo”, reforça.
A Coamo, que teve receita recorde em 2022, de R$ 28,1 bilhões, recebeu 7,5 milhões de toneladas de grãos de seus 31 mil associados no ano passado. A cooperativa tem 114 unidades, localizadas nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
“A Coamo tem promovido investimentos constantes para resolver esse grande problema em face do ritmo lento da comercialização e do crescimento da produção agrícola. Nosso investimento anual gira em torno de R$ 500 milhões. Estamos atentos a esta situação e buscando alternativas para atender as necessidades dos nossos cooperados”, afirma Galinari.


Previsão de produção
O que assombra agora é o fantasma da falta de infraestrutura para armazenagem. A previsão para a produção de grãos na safra 2022/23 no Brasil está em 320,1 milhões de toneladas, enquanto a capacidade estática do país é de 195,2 milhões de toneladas e por isso a infraestrutura é uma preocupação.
“O quantitativo de capacidade necessária para combater gargalos no escoamento da safra nacional precisa ser melhor estudado e qualificado de acordo com as peculiaridades regionais. Por outro lado, há ações imediatas que devem ser executadas para promover a construção de novos armazéns, bem como a ampliação da capacidade das Unidades Armazenadoras existentes”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Conab (Dirab), Thiago dos Santos.

O tema, inclusive, foi debatido no seminário promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento, realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. O encontro tratou das soluções de financiamento disponíveis para armazenagem, além de trazer um panorama da conjuntura e das perspectivas da atividade no Brasil.
Silos infláveis para grãos
São uma solução de armazenamento temporário que ganhou popularidade em diversas regiões do mundo devido à sua flexibilidade, facilidade de instalação e eficiência de custo. Eles são projetados para fornecer uma solução de armazenamento segura, especialmente durante as épocas de pico da colheita, quando a demanda por espaço de armazenamento aumenta. Abaixo estão algumas características e informações sobre os silos infláveis:
- Estrutura e Material : sempre são feitos de lona de PVC ou outros materiais resistentes e impermeáveis. A lona é puxada sobre o chão e, quando os grãos são despejados, ela se expande. Alguns modelos possuem um sistema de ventilação incorporado.
- Instalação : Uma das principais vantagens dos silos infláveis é a facilidade e rapidez de instalação. Eles podem ser instalados em uma variedade de superfícies e, muitas vezes, não requerem uma fundação especial.
- Capacidade : Os silos infláveis podem armazenar de algumas dezenas a milhares de toneladas de grãos. A quantidade exata varia de acordo com o modelo e o tamanho do silo escolhido.
- Vantagens :
- Flexibilidade : Ideal para armazenamento temporário durante a colheita.
- Mobilidade : Podem ser facilmente deslocados de um local para outro.
- Eficiência de Custo : geralmente são mais baratos do que os silos tradicionais de metal ou concreto, especialmente para armazenamento de curto prazo.
- Rápida Instalação : Podem ser montados em questão de horas ou dias, dependendo do tamanho.
- Desvantagens :
- Durabilidade : Embora sejam resistentes, os silos infláveis podem não ter a mesma vida útil de um silo de metal ou concreto.
- Proteção contra pragas : Dependendo do projeto e da localização, podem ser mais evidentes a infestação de pragas se medidas preventivas não forem tomadas.
- Limitação de Tempo : Não são ideais para armazenamento de longo prazo de grãos.
- Manutenção e Cuidados : É crucial monitorar regularmente a temperatura e a temperatura dentro do silo para garantir a qualidade dos grãos. Sistemas de aeração podem ser usados para ajudar a controlar estas condições.
- Aplicações : São frequentemente usados em fazendas, instalações de processamento de grãos e em locais onde o armazenamento tradicional não está disponível ou é insuficiente durante a colheita.
Em suma, os silos infláveis são uma opção viável para muitos agricultores e operadores de grãos que fornecem soluções de processamento flexíveis e eficientes. No entanto, é essencial considerar as necessidades específicas e as condições locais ao decidir se este tipo de armazenamento é adequado para uma situação particular.
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