Unidade da Piracanjuba, gigante dos laticínios, no Paraná inaugurada em cidade com cerca de 9 mil habitantes pode processar 1,2 milhão de litros de leite por dia, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento regional
A expansão da indústria de laticínios no Brasil ganhou um novo capítulo com a inauguração de uma mega fábrica em uma cidade de pequeno porte. O Grupo Piracanjuba instalou uma nova unidade industrial em São Jorge D’Oeste (PR), município com cerca de 9 mil habitantes, reforçando a estratégia de crescimento e interiorização da produção no país.
A planta, inaugurada no fim de março, já nasce como uma das maiores do Brasil no segmento de queijos, com capacidade para processar até 1,2 milhão de litros de leite por dia, um volume expressivo que coloca a unidade entre as mais relevantes do setor nacional.
Estrutura robusta e crescimento planejado
A nova fábrica da gigante dos laticínios foi projetada para operar de forma escalonada, com foco inicial na produção de manteiga e queijos, tanto em peças quanto fatiados, atendendo diferentes demandas do mercado. No entanto, o projeto vai além da produção atual.
A unidade foi estruturada para crescimento gradual, permitindo a inclusão de novos produtos ao longo dos próximos anos, como whey protein, lactose em pó e outros derivados lácteos, ampliando o portfólio e agregando valor à produção .
Com cerca de 54 mil metros quadrados de área construída, a indústria também se destaca pelo alto nível tecnológico e pela eficiência operacional, características fundamentais para competir em um mercado cada vez mais exigente.
Investimento estratégico e apoio público
A implantação do projeto contou com apoio do programa Paraná Competitivo e financiamento do BNDES, o que reforça o papel das políticas públicas na atração de grandes investimentos para o interior do país.
Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, a nova unidade representa mais do que aumento de capacidade produtiva.
“Estamos investindo em um novo modelo industrial, que agrega valor, reduz dependências externas e posiciona a companhia de forma mais competitiva”, afirmou o executivo .
Impacto direto na geração de empregos
Além do impacto industrial, o projeto também movimenta a economia local. A fábrica iniciou suas operações com cerca de 250 empregos diretos, com previsão de ampliação do quadro conforme a expansão das atividades .
Para uma cidade de pequeno porte, esse volume de empregos representa um avanço significativo, tanto na geração de renda quanto na dinamização de toda a cadeia econômica regional.
Sustentabilidade e eficiência no centro do projeto
Outro destaque da nova planta é o foco em práticas sustentáveis. A unidade foi construída com sistemas de:
- Reaproveitamento de água
- Tratamento de resíduos
- Uso de biogás como fonte de energia renovável
Essas iniciativas contribuem para reduzir o impacto ambiental da operação e alinham a empresa às exigências atuais do mercado e da sociedade.
Expansão nacional e força no setor
Com a nova fábrica, o Grupo Piracanjuba fortalece sua presença no Paraná e amplia sua capacidade produtiva dentro de uma rede que já processa mais de 7 milhões de litros de leite por dia em todo o Brasil .
Fundada em 1955, a empresa evoluiu de um portfólio inicial focado em manteiga para mais de 140 produtos, consolidando-se como uma das principais indústrias de laticínios do país.
O que está por trás do movimento da gigante dos laticínios
A escolha de uma cidade pequena para receber um investimento desse porte não é por acaso. A estratégia reflete uma tendência clara no agro e na indústria:
interiorização da produção, redução de custos logísticos e aproximação das regiões produtoras de leite.
Ao mesmo tempo, projetos como esse mostram como o agroindustrial brasileiro segue avançando, combinando escala, tecnologia e sustentabilidade para atender tanto o mercado interno quanto a demanda internacional.
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