JBS, gigante global de alimentos, investirá R$ 287 milhões em nova unidade no Brasil para produzir carne sem matar boi; A unidade, em vez de usar o boi abatido, produzirá hambúrgueres, salsichas e, no futuro, até um filé a partir de uma carne obtida através da multiplicação celular, insumo conhecido como proteína cultivada.
Dessa vez, o mercado da proteína cultivada ganha uma grande investidora no segmento, a JBS – empresa que é uma das maiores produtoras de alimentos do mundo. A nova estrutura da empresa, que será sediada em Florianópolis, irá receber um centro de pesquisas e desenvolvimento em tecnologia voltado para a área de alimentos. O empreendimento milionário será localizado no Sapiens Parque, no bairro Canasvieiras, e vai se dedicar a produzir a chamada “proteína cultivada”, conforme apurado pela equipe do Compre Rural.
A JBS, uma das maiores produtoras de alimentos do mundo, está construindo fábricas no Brasil e na Espanha que, em vez de usar o boi abatido, produzirão hambúrgueres, salsichas e, no futuro, até um filé a partir de uma carne obtida por multiplicação celular, insumo conhecido como proteína cultivada, informação confirmada pelo executivo Eduardo Noronha, da JBS.
Conforme anunciado anteriormente pelo Compre Rural, e confirmado pela assessoria da empresa, a nova unidade vai se chamar JBS Biotech Innovation Center e inicialmente focará os esforços para a produção de proteínas cultivadas, sem a necessidade de abater o boi. Além disso, a empresa afirma que o empreendimento tem como objetivo tornar mais eficiente, escalável e financeiramente competitivo o processo produtivo desta proteína.
“Foram US$ 100 milhões, 60% no Brasil e 40% na Espanha. Em 2021, a JBS investiu na Biotech Foods e hoje é dona de 51%, uma startup espanhola de proteína cultivada. Lá, a planta em escala industrial está quase pronta e terá capacidade de mil toneladas por ano. No Brasil, é um investimento de cinco anos na fábrica em Florianópolis e de um centro de pesquisa e desenvolvimento em alimentos“, afirmou o executivo para a Folha de SP.
O laboratório será instalado em um terreno de 40.000 m², e nesse primeiro momento, ocupará cerca de 10.000 m², proporcionando a possibilidade de expansão para futuros projetos da empresa. A estimativa é de que sejam investidos US$ 60 milhões até 2026, cerca de R$ 287 milhões. Conforme destacou o Head de Inovação e Excelência Operacional da JBS.
Ainda, segundo a JBS, nesse primeiro momento, a companhia concentrará esforços na construção de instalações especializadas para o desenvolvimento de tecnologia 100% nacional para a produção de proteína cultivada e da planta piloto, além da compra dos insumos necessários para a realização das pesquisas.
“Esse é, de longe, o maior investimento de uma empresa brasileira no setor de proteína cultivada e reforça nossa estratégia de inovação para atender à crescente demanda por alimentos, resultado do crescimento da população global”, destaca Norinha.
Nova unidade deve gerar 100 novos empregos
O novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação deve gerar mais de 100 empregos diretos, incluindo vagas que exigem alta qualificação profissional. Conforme a companhia, o início das operações vai contar com 25 especialistas para dar seguimento no projeto de pesquisa em proteína cultivada.
O projeto será liderado pelos doutores Luismar Marques Porto, presidente do JBS Biotech Innovation Center, e Fernanda Vieira Berti, vice-presidente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
Investimento na Espanha
Fábrica da BioTech Foods na Espanha tornará a JBS, acionista majoritária da companhia, uma das líderes globais no negócio de proteína cultivada. A previsão de inauguração é em 2024.
A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, iniciou a construção da maior fábrica de proteína bovina cultivada do mundo em San Sebastián, na Espanha. Com investimento de US$ 41 milhões, valor equivalente a mais de R$ 200 milhões, a primeira planta industrial em escala comercial da BioTech Foods está prevista para ser concluída em meados de 2024. A JBS é a acionista majoritária da empresa espanhola, líder europeia no setor de proteína cultivada, com uma participação de 51%.
O investimento é um marco nesse setor, já que a planta, quando finalizada, poderá produzir mais de mil toneladas de proteína cultivada por ano, podendo ampliar sua capacidade para 4 mil toneladas anuais a médio prazo, movimento este que contribui para diversificar ainda mais o portifólio de produtos da JBS. Espera-se que a proteína cultivada ajude a suprir o aumento de 135% na demanda global por proteína até 2050, segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
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