Mais um ano em que a exportação de gado vivo bate recorde histórico e crescimento contínuo; foram mais de 883,5 mil cabeças embarcadas e, ainda, segundo a Secex, a Turquia continua a ser o principal destino.
A exportação de gado vivo brasileiros registrou um desempenho recorde em 2024, consolidando-se como um dos melhores anos da história do setor. Até novembro, foram embarcadas 883,5 mil cabeças, superando o recorde anterior de 2018. O crescimento reflete a recuperação do mercado após os desafios impostos pela pandemia e pelo aumento do frete marítimo, que impactaram negativamente o desempenho entre 2019 e 2021.
Segundo Alcides Torres, analista da Scot Consultoria, “o resultado de 2024 demonstra a resiliência e a capacidade do setor pecuário brasileiro de se adaptar às demandas do mercado externo, mesmo diante de adversidades recentes”.
Crescimento expressivo nas exportações
Conforme dados da Secex, analisados pela Scot Consultoria, o volume de exportações em 2024 teve um aumento de 51,7% em relação a 2023, quando foram exportadas 582,3 mil cabeças. O desempenho ao longo do ano foi impulsionado por uma demanda crescente, especialmente da Turquia, que intensificou as importações brasileiras para estabilizar os preços locais e garantir a segurança alimentar.
Para Torres, “a combinação de qualidade, raça e preço competitivo do rebanho brasileiro posiciona o Brasil como um parceiro estratégico para países como a Turquia, que busca abastecimento confiável e sustentável para atender sua população”.
Figura 1. Quantidade de bovinos exportados pelo Brasil nos últimos anos, em cabeças.
Pará lidera o ranking de estados exportadores
O estado do Pará reafirmou seu protagonismo no setor, sendo responsável por 56,1% do total de bovinos exportados em 2024, equivalente a 495,6 mil cabeças. No faturamento, o Pará também lidera com US$428,5 milhões, representando 58,2% do total nacional.
✅ Torres destaca: “O Pará já vinha se consolidando como o principal estado exportador nos últimos anos. Em 2024, a performance foi excepcional, reforçando a liderança com volumes expressivos e uma logística eficiente.”
“Em 2024, de janeiro até novembro, o estado respondeu por 56,1% da exportação de gado vivo, com 495,6 mil cabeças e, 58,2%, do faturamento, com US$428,5 milhões“, apontou Torres.
Importações da Turquia em destaque
A Turquia se consolidou como o principal mercado para os bovinos brasileiros em 2024. Em novembro, o país foi responsável por 41,6% do faturamento do mês e 29,5% da quantidade de cabeças exportadas. No acumulado do ano, a Turquia respondeu por 31,7% do total de bovinos exportados (280,3 mil cabeças) e 29,3% do faturamento (US$215,74 milhões).
Segundo Torres, “a aproximação do governo turco com o Brasil, especialmente durante eventos como a Cúpula do G20, reforça o interesse contínuo no rebanho brasileiro como uma solução para questões de segurança alimentar e estabilidade dos preços no mercado local”.
Faturamento recorde na exportação de gado
Além do aumento no volume, o faturamento com a exportação de gado vivo também alcançou novos patamares. Até novembro, o setor gerou US$736,79 milhões, ultrapassando os melhores anos anteriores, como 2013 (US$717,21 milhões) e 2014 (US$674,99 milhões). Esse resultado demonstra não apenas o aumento da demanda, mas também a valorização dos produtos brasileiros no mercado internacional.
“Não é apenas o volume que impressiona, mas também o aumento do valor agregado das exportações. Isso mostra como o Brasil tem conseguido diversificar e agregar valor à sua produção pecuária”, avalia Torres.
Perspectivas para o futuro
Com a possibilidade de um aumento nas compras pela Turquia em dezembro, as expectativas são de que 2024 termine com um volume exportado ainda maior, consolidando o Brasil como um fornecedor de destaque no mercado global de bovinos vivos. O setor, além de complementar a cadeia pecuária, oferece oportunidades para expansão, atendendo às demandas internacionais com qualidade, preço competitivo e quantidade suficiente.
Para Torres, “o mercado de gado vivos tem um grande potencial de crescimento. O Brasil está preparado para atender a demanda global, com um rebanho que alia genética de qualidade e capacidade de produção em larga escala”.
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