Sindilat afirma que a falta de chuvas já começa a comprometer o desempenho do setor. Preocupação é grande com os próximos meses!
O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) alerta que a produção leiteira gaúcha, além de estar entrando no período de entressafra, já está apresentando uma queda acentuada na captação de leite. O cenário tem sido provocado pela falta de pastagem verde no campo e pelo estresse calórico animal, em função da estiagem que assola diversos municípios do Estado.
De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o evento climático já causa perdas significativas no desenvolvimento do milho para a silagem, alimento essencial que é produzido para nutrição do gado durante todo o ano. Além disso, o aumento da temperatura provoca estresse calórico para o animal, que não se alimenta de maneira correta.
Isso se refle na queda da produção de leite em 2020, prejudicando o período reprodutivo dos mesmos. “Já no mês de março começaremos a sentir os efeitos mais fortes em relação à escassez de alimentos para o rebanho”, frisa Guerra.
Os primeiros dias de janeiro já indicaram um impacto importante da estiagem sobre a atividade no Rio Grande do Sul.
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Segundo Guerra, a captação diária nas propriedades gaúchas reduziu próximo a 8%, devido às altas temperaturas e chuvas muito abaixo das médias no Estado, índice que representa 1 milhão de litros de leite a menos entregues às indústrias associadas à entidade.
“Esse cenário deve persistir durante todo o mês, mas a ocorrência de chuvas neste período, mesmo que em pouca quantidade, já poderá amenizar a situação”, pontua o presidente do Sindilat.
Fonte: Ascom.