Praga mais prejudicial do milho pode reduzir a produtividade em até 60%. Especialista alerta para a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
O milho enfrenta um velho, mas ainda perigoso inimigo das lavouras: o avanço das lagartas, principalmente da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), que não dá trégua nem nas fases finais da cultura.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essa é a praga mais prejudicial da cultura do milho no país, porque ataca desde o desenvolvimento inicial das plantas até a formação das espigas. Com isso, as perdas de produtividade podem chegar a 60%, dependendo do momento e da severidade da infestação.
O impacto da praga além da produtividade
“Na maioria das vezes, o produtor só percebe a infestação quando os danos já chegaram às espigas. Nesses casos, o prejuízo vai muito além da produtividade. Grãos perfurados, má formação e maior entrada de fungos comprometem também a qualidade final. Em anos de clima mais quente e seco, essa realidade tende a piorar, porque as condições favorecem o desenvolvimento da praga no campo”, destaca Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO.
Como identificar os sinais de alerta no campo
Os primeiros sintomas aparecem de forma sutil, mas o avanço da praga exige atenção rápida do agricultor. Fique atento aos seguintes sinais:
- Folhas raspadas e pequenos furos na estrutura foliar;
- Presença de fezes próximas ao cartucho da planta.
Conforme as lagartas avançam, elas passam a se proteger dentro da própria planta. Esse comportamento dificulta o seu controle e reduz drasticamente a eficiência das aplicações feitas fora do tempo ideal.
Manejo Integrado de Pragas (MIP) como solução eficaz
“Quando a Spodoptera chega à espiga significa que o produtor já começou a perder dinheiro. Por isso, o segredo é agir cedo e entrar com o manejo na hora certa”, explica o especialista da ORÍGEO. “Além do monitoramento, o manejo integrado segue como caminho eficaz para reduzir a pressão da praga. Rotação de culturas, uso de biotecnologia e aplicações no momento ideal ajudam a diminuir o impacto das infestações.”
Entre as ferramentas disponíveis para a solução do problema está o Propose, da UPL Brasil, comercializado pela ORÍGEO. O produto reúne dois ingredientes ativos – clorfenapir e clorantraniliprole – e atua por contato e ingestão no controle da lagarta-do-cartucho.
O especialista explica que o Propose deve ser utilizado como parte de um programa robusto de MIP (Manejo Integrado de Pragas), baseando-se em três pilares fundamentais:
- Monitoramento constante da lavoura;
- Aplicações no momento correto;
- Respeito rigoroso às janelas de uso.
“Esses pilares, se bem executados, favorecem alta produtividade com qualidade superior dos grãos”, finaliza Bruno Vilarino.
Sobre a ORÍGEO
Fundada em 2022, a ORÍGEO é uma joint venture entre a Bunge e a UPL, comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de estados como Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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