A escala curta é um fator que impacta positivamente no preço da arroba; Pecuaristas negociam em pequenos lotes para evitar acúmulo nas escalas abate e sustentar a arroba.
Os pecuaristas no estado de Goiás estão negociando os animais de forma cautelosa, para evitar que as escalas de abate fiquem acumuladas e para que o preço da arroba se mantenha sustentada. Conforme divulgou o boletim semanal do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), a escala média em Goiás está apertada, próximo de quatro dias.
Um modelo que parece ser bastante interessante para os pecuaristas do Brasil, que mesmo com a grande pressão dos frigoríficos, estão sabendo utilizar a informação de qualidade para unir forças contra uma possível tentativa de queda nos preços.
Os preços, atualmente, para os animais com Padrão China variam de R$ 220 a R$ 225 nas praças de São Paulo. Na praça de Mato Grosso, o preço da arroba subiu cerca de R$ 9, em apenas uma semana. O indicador do Cepea atingiu o maior patamar nos últimos meses.
O pecuarista que escolhe segurar os animais na propriedade precisar ficar atento a alguns pontos para não tomar prejuízo. Um dos principais pontos a ser observado é o custo de produção para manter esse animal na propriedade. O período de seca começa a apertar e deixa as pastagens com menor oferta de nutrientes. Além disso, é preciso colocar na ponta do lápis os custos com a suplementação.
Preços do boi padrão europeu dobraram em relação ao ano passado
Mesmo com a pandemia, estiagem no Sul do país e descapitalização do produtor, os preços do boi padrão europeu dobraram em relação ao ano passado, apontou a Conexão Delta G, associação que reúne agroempresas brasileiras.
Um dos motivos é o investimento em alta genética que melhorou a qualidade dos animais. Sobre este assunto, o Rural Notícias conversou com a Clarissa Peixoto, vice-presidente da entidade.
“A genética está cada vez mais valorizada, com muita procura nos leilões e de animais nas fazendas. A grande luta da Conexão Delta G foi disseminar a raça braford no Brasil inteiro para mostrar o trabalho sério que estamos fazendo, tanto que estamos em 13 estados, mostrando que o animal está bem adaptado”, disse.
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Segundo ela, para quem pretende investir na raça, o momento é promissor. “Estamos sentindo que cada vez mais temos um volume maior de exportação e a valorização da carne de qualidade dentro do Brasil, aproveitando que a Argentina está um pouco fora do mercado, pois temos as mesmas qualidades de produto aqui dentro. Isso vai valorizar ainda mais a procura por animais e carne de qualidade.”
Esse aquecimento no mercado de gado padrão europeu também pode ser sentido nos leilões. Segundo Clarissa, há uma procura maior por fêmeas no momento e a ideia é espalhar a raça ainda mais pelo Brasil. “Com mais oferta da raça braford pelo Brasil, , os frigoríficos vão conseguir montar nichos para venda dessa carne de maior qualidade e, consequentemente, com repasse ao produtor”, finalizou.
Com algumas informações do Notícias Agrícolas