Rótulo nacional supera produtores tradicionais em uma das maiores competições da Europa; setor projeta safra recorde para 2026 e consolida qualidade premium
O azeite brasileiro acaba de consolidar sua posição de prestígio no cenário internacional ao conquistar vitórias expressivas em uma das competições mais tradicionais da Europa. O Azeite Sabiá, produzido em solo nacional, foi o grande destaque na Ovibeja, premiação realizada no Alentejo, região que é o coração da olivicultura em Portugal.
O reconhecimento reafirma a evolução da qualidade dos rótulos nacionais frente aos tradicionais produtores do Mediterrâneo.
Premiação do azeite brasileiro na Ovibeja
Organizado pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), o concurso reuniu um rigoroso painel de especialistas para avaliar cerca de 120 amostras vindas de mais de dez países. No recorte voltado exclusivamente para produtores do Hemisfério Sul, o azeite brasileiro dominou o pódio.
O rótulo Sabiá Coratina sagrou-se campeão, levando o primeiro lugar, enquanto o Sabiá Blend de Terroir garantiu a terceira posição. Essa dobradinha evidencia a capacidade técnica do país em extrair óleos extravirgens que competem em pé de igualdade com os melhores do mundo, mesmo em territórios historicamente dominantes como o Alentejo.
Terroir de excelência: da Mantiqueira ao Pampa
O sucesso do azeite brasileiro premiado advém de uma estratégia de produção que explora diferentes microclimas do país. As oliveiras da marca Sabiá estão distribuídas em duas regiões estratégicas:
- Santo Antônio do Pinhal (SP): Localizada na Serra da Mantiqueira, onde a altitude e o clima ameno favorecem a complexidade aromática.
- Encruzilhada do Sul (RS): Situada na Serra do Sudeste, região que vem se consolidando como o principal polo de olivicultura nacional devido às condições de solo e temperatura.
Projeções para a safra de azeite brasileiro em 2026
Apesar do reconhecimento qualitativo, o setor ainda trabalha para ampliar sua escala. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), o consumo interno no Brasil é vasto — cerca de 100 milhões de litros anuais —, mas a produção nacional ainda supre menos de 1% desse total.
No entanto, o otimismo é a marca do setor para este ano. A estimativa é que a safra nacional de azeite brasileiro possa atingir a marca histórica de 1 milhão de litros em 2026. O estado do Rio Grande do Sul continua sendo o motor dessa expansão, concentrando aproximadamente 80% do volume total produzido no país. Com prêmios internacionais na bagagem, a tendência é que o consumidor doméstico passe a valorizar cada vez mais o produto local, que chega à mesa com frescor superior aos importados.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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