Corriedale busca transformar tradição em informação para o criador

ABCC trabalha para aproximar dados, seleção e valorização produtiva da rotina das cabanhas da raça no Rio Grande do Sul.

A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma agenda de trabalho voltada à valorização técnica da raça, com foco na geração de informações para os criadores e na qualificação dos processos de seleção dentro das cabanhas. A proposta é ampliar o uso de dados produtivos e genéticos como apoio às decisões de acasalamento, escolha de reprodutores e evolução dos plantéis.

Reconhecida pela dupla aptidão, com produção de lã e carne, a raça Corriedale tem presença histórica na ovinocultura do Rio Grande do Sul. Para a entidade, o momento exige aproximar essa trajetória de ferramentas capazes de medir desempenho, comparar resultados e oferecer parâmetros objetivos aos produtores.

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Segundo a ABCC, o trabalho busca reunir a experiência dos criadores com informações técnicas aplicadas ao campo. A entidade avalia que a seleção da raça passa cada vez mais pela combinação entre observação visual, conhecimento acumulado nas propriedades e dados que ajudem a identificar animais com melhor desempenho produtivo.

O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade pretende ampliar o trabalho em torno da carne produzida pela raça, sem deixar de considerar a trajetória do Corriedale na ovinocultura gaúcha. “Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destaca.

Uma das iniciativas acompanhadas pela entidade foi iniciada na última semana no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra (RS). A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de cabanhas do Rio Grande do Sul, em uma prova de desempenho voltada à geração de dados produtivos e genéticos.

Durante a avaliação, os animais permanecem em sistema pastoril, com manejo padronizado, predominantemente em pastagem de azevém e suplementação mineral. Entre os critérios observados estão o Ganho Médio Diário (GMD), que mede quanto o animal ganha de peso por dia, a Área de Olho de Lombo (AOL), usada para avaliar o volume de músculo na carcaça, e a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), que indica a cobertura de gordura do animal. O objetivo é ajudar a identificar reprodutores com maior capacidade de produzir cordeiros com bom desenvolvimento, melhor rendimento de carcaça e carne de qualidade.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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