Primeiro mapeamento realizado pelo Imea mostra o pecuarista receoso com os preços da arrobas e com as consequências da pandemia no mercado.
O confinamento de gado no Estado de Mato Grosso deve encolher 30% neste ano. É o que mostra o primeiro levantamento de intenções para esse tipo de sistema de engorda de bovinos, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e apresentado na tarde de hoje (18/5).
Em 2019, o Mato Grosso confinou 824,2 mil animais, quase 23% de todo o gado confinado no Brasil. Mas, neste ano, os pecuaristas mato-grossenses informaram a disposição de engordar somente 577,5 mil bovinos. Outros dois levantamentos serão realizados nos meses de setembro e novembro. O Imea mapeou 173 unidades confinadoras, responsáveis por 71,1% das unidades instaladas.
Para 27% dos pecuaristas entrevistados pelo Imea, a queda da intenção em confinar está na desconfiança do poder de reação do preço do boi gordo. Eles também apontam cautela em função da pandemia de coronavírus (Covid-19), desestabilizando o mercado interno de carne bovina. Para 22% dos produtores, a pandemia deve pressionar o mercado.
Outro dado igualmente relevante, para 20% dos confinadores, é a previsão de que os custos da atividade não serão remuneradores nesta safra. Observações adicionais que aparecem no radar das intenções são o preço da reposição, a baixa lucratividade e a disponibilidade de animais.
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Os produtores também informaram que as compras de gado para as unidades de engorda ainda não foram finalizadas, reforçando a posição de cautela no negócio.
Do total de bovinos previstos no sistema, os negócios ainda não foram fechados para 252 mil animais. Dos já adquiridos, na média, os preços pagos pelos confinadores foram: R$ 2.463,07 para o boi magro; R$ 1.994,11 para o garrote; R$ 1.698,14 para o bezerro de ano e de R$ 1.495,81 para a novilha.
Fonte: Portal DBO