Especialista alerta para os prejuízos silenciosos do complexo de murcha na cana-de-açúcar e explica como o manejo integrado e o monitoramento precoce podem evitar perdas severas de produtividade e qualidade industrial.
A cana-de-açúcar enfrenta diversos desafios fitossanitários, mas alguns deles chamam a atenção pela complexidade e pelo impacto direto nos resultados produtivos. Entre eles está o complexo de murcha, que preocupa produtores e usinas devido ao avanço silencioso e aos consistentes prejuízos, que podem impactar tanto a produtividade quanto a qualidade industrial.
De acordo com Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, diferentemente de doenças com causa única, o complexo de murcha resulta da interação entre fungos e fatores ambientais e fisiológicos da planta. “Estresse hídrico, oscilações de temperatura e avanço da maturação criam condições favoráveis para o desenvolvimento do problema”, explica.
Os primeiros sinais costumam aparecer de forma discreta, com murchamento dos colmos e perda de vigor. Com a evolução, podem surgir sintomas como seca das folhas, avermelhamento dos entrenós e odor de fermentação, indicando deterioração dos tecidos. Em muitos casos, é necessário abrir o colmo para identificar áreas escurecidas e sinais de apodrecimento.
“Estimativas indicam que cada 1% de incidência pode representar redução de até 0,75 tonelada por hectare, podendo chegar a 1,6 t/ha em situações mais severas“, alerta Marcandalli. Além da queda do volume, o problema interfere na qualidade da matéria-prima, afetando indicadores como ATR e Brix.
Diante desse cenário, o monitoramento frequente da lavoura se torna importante para identificar precocemente os focos. A avaliação técnica permite agir antes que os prejuízos se intensifiquem. Em áreas mais comprometidas, a antecipação da colheita pode ser importante para minimizar perdas.
Para Marcandalli, o manejo deve ser baseado em uma abordagem integrada. O uso de fungicidas deve fazer parte de uma estratégia estruturada, com posicionamento correto e embasamento técnico. A Rainbow se posiciona como um importante aliado para contribuir para um sistema produtivo mais eficiente e resiliente.
“O produtor precisa entender que não existe solução isolada. É o conjunto de práticas, aliado ao acompanhamento técnico, que determinará a eficiência do manejo”, conclui Marcandalli.
VEJA MAIS:
- O erro invisível no pós-colheita: Como a posição da banana pode estar “comendo” sua margem de lucro
- Brasil já tem 20 mil drones no campo e lidera avanço da agricultura de precisão, aponta DJI
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.