O avicultor de corte consegue comprar 4,22 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, 26,3% a mais que em março e a maior quantidade desde julho/20.
O poder de compra do avicultor frente ao milho é o maior desde julho de 2020, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em relação ao farelo de soja, a relação é a mais favorável desde novembro passado. “O frango segue registrando maior demanda neste mês de abril. As exportações aquecidas da carne se aliaram ao incremento na procura doméstica, por conta do período de recebimento dos salários por parte da população, o que mantêm os preços do animal em alta”, explicou o Cepea.
“Considerando-se a média do frango vivo comercializado no Estado de São Paulo e o milho na praça de Campinas (SP), o avicultor de corte consegue comprar 4,22 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, 26,3% a mais que em março e a maior quantidade desde julho/20”, disse em nota. Já no caso do farelo de soja, considerando-se o derivado negociado no mercado de lotes da praça de Campinas, o avicultor paulista consegue, com a venda de um quilo de frango, comprar 2,37 quilos do farelo, 27% a mais que em março.
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Para o farelo de soja, segundo a Equipe de Grãos/Cepea, a finalização da colheita somada à pressão cambial e à menor demanda pelo produto pressionaram as cotações domésticas. Em Campinas, o derivado se desvalorizou 10,2% de março para abril (na parcial do mês), atingindo R$ 2.667,62/tonelada.
Na média das regiões de São Paulo, o frango vivo é negociado a R$ 6,32/kg nesta parcial de abril (até o dia 12), avanço de 14% frente ao mês anterior. No mercado de milho, segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, a possibilidade de a segunda safra ser recorde mantém os preços do cereal em queda. Em abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho (Campinas – SP) apresenta média de R$ 89,80/saca de 60 kg, recuo de 9,9% frente ao de março.
Fonte: Broadcast agro