Dono do haras é consultor jurídico da Federação Hípica de Brasília e alegou que cavalo só teria direito ao plano básico, por R$ 900 mensais; O animal é bicampeão brasileiro de hipismo, o cavalo Vegas não consegue mais saltar como antes
Cavalo bicampeão brasileiro de hipismo, o cavalo Vegas não consegue mais saltar como antes. Conhecido pela altura impecável, pela precisão do tempo e pela elegância ao pular os obstáculos, o animal perdeu toda a forma em apenas nove meses após ser deixado no haras MRZ, no Lago Norte. Mal alimentado, ele definhou, teve anemia, e a dona, Carla Moisés, conseguiu na Justiça indenização de R$ 58.471,60 por danos morais e também o ressarcimento do período em que o equino ficou no estabelecimento. A sentença saiu nessa terça-feira (5/3).
Da raça alemã Westfalen, conhecida pela linhagem própria para saltos, Vegas parou de disputar torneios aos 20 anos. Com a aposentadoria, a proprietária Carla Moises fechou acordo verbal para deixar o animal no haras. O serviço consistia em hospedagem, fornecimento de ração, capim e cuidador do animal.
No início, Carla afirma que recebia imagens de Vegas no local, mas estranhou a ausência de informações após um certo período. Ela então pediu para que um veterinário de confiança fosse analisar o animal, ocasião em que tomou ciência acerca da sua frágil condição de saúde.
Em um laudo, usado no processo, ficou constatada a negligência com o animal. “Pescoço muito fino, costelas facilmente visíveis, processos espinhosos palpáveis e visíveis, pelve bem definida e nádegas atrofiadas, anemia, suspeita de verminose”, destaca o documento.
Veja as imagens cedidas pela proprietária do animal, de antes e depois:







Plano básico
Na defesa, o dono do haras, o advogado Mauro Roza Filho, justificou que o plano adquirido para os cuidados de Vegas era apenas o básico, que custava R$ 900 por mês. Para que o animal pudesse ser mantido em baias, com cocho e alimentado com ração 18% de proteínas três vezes ao dia e três vezes com feno, era necessário pagar R$ 3 mil mensalmente.
Mauro Roza Filho é também o consultor jurídico e Membro do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Hípica de Brasília pelo biênio 2024-2025.
O advogado também alegou que Vegas foi entregue sem ferradura e que a requerente não realizou visitas ao cavalo, o que dificultou sua adaptação, além de ser portador de artrose. A dona alega que enfrentou um sério problema de saúde e não conseguiu visitar o animal.
No entanto, a juíza Márcia Regina Araújo Lima destacou que o animal foi entregue em boa condição de saúde, em fevereiro de 2022, mas foi recebido em novembro do mesmo ano em “condição diversa”.
“O animal ter sido aposentado por ser portador de artrose, por si só, não indica que a sua anemia, a perda de peso e a debilidade decorram direta e imediatamente dessa doença pré-existente”, declarou a magistrada na decisão.
“O haras poderia ter evitado que o animal ficasse naquele estado, pois para prevenir e tratar a anemia é essencial proporcionar aos equinos uma alimentação rica em vitaminas e minerais o que, evidentemente, não acontecia”, ressaltou o advogado Renato Araújo, que assinou a ação judicial. Segundo ele, a situação foi causada por ato abusivo do réu, que “ultrapassou os limites do mero aborrecimento”.
Bicampeão
Enquanto participava de competições, Vegas foi bicampeão brasileiro de hipismo, vencedor do troféu Hipismo Brasil, da Confederação Brasileira de Hipismo, e campeão do ranking interno da Federação Hípica de Brasília.
Atualmente, Vegas está em outra hípica e tem se recuperado no local.
Ainda segundo a reportagem, o Metrópoles entrou em contato com o Haras MRZ e com a Federação Hípica de Brasília e aguarda resposta.
As informações são de Jade Abreu, Carlos Carone, Mirelle Pinheiro do Metrópoles
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