Brasil no topo: azeite nacional atinge pontuação máxima em concurso mundial

Rótulo produzido no Rio Grande do Sul conquista os inéditos 100 pontos e o prémio “Best in Show” em Genebra, superando as mais tradicionais marcas europeias

Pela primeira vez na história da olivicultura brasileira, o azeite nacional alcançou a perfeição técnica em um dos palcos mais rigorosos da Europa. O rótulo Frantoio, assinado pela Estância das Oliveiras, conquistou o título de Best in Show no European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026, realizado em Genebra, na Suíça. Mais do que a vitória, o produto gaúcho chocou o setor ao registrar a nota máxima de 100 pontos, um feito raríssimo em competições de alto nível.

A soberania do azeite nacional foi atestada por uma banca de especialistas internacionais em um processo de degustação às cegas no tradicional Château de Bossey. De acordo com os organizadores do certame suíço, a decisão em favor da marca brasileira foi unânime, superando um catálogo de mais de 200 competidores vindos de potências históricas como Espanha, Itália, Grécia e Portugal.

A consagração do azeite nacional em solo europeu

A pontuação gabaritada (100/100) é o reflexo de um salto qualitativo que o Brasil vem dando na última década. O azeite nacional da Estância das Oliveiras não apenas venceu, mas estabeleceu um novo padrão de excelência ao desbancar rótulos de regiões tradicionais como Croácia, Turquia e França.

Este reconhecimento na Suíça é o desdobramento de uma trajetória de sucesso já monitorada por observadores globais. Segundo dados do EVOO World Ranking, em 2025, a Estância das Oliveiras já havia garantido o posto de marca mais premiada do Brasil e a terceira colocada no ranking mundial de produtores. Naquela temporada, o portfólio da empresa acumulou mais de 120 distinções internacionais, consolidando sete de seus rótulos entre os dez melhores azeites brasileiros do mundo.

Expansão e o futuro do azeite nacional no Sul

A origem desse produto de classe mundial está em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre. O Rio Grande do Sul hoje é o epicentro do azeite nacional, beneficiado por investimentos pesados em tecnologia de moinhos e um microclima que favorece a extração de óleos com baixíssima acidez e alta complexidade aromática.

A olivicultura gaúcha, que se expande há cerca de 20 anos, mostra que o Brasil deixou de ser apenas um grande importador para se tornar um exportador de valor agregado. Embora em volume o país ainda não compita com os gigantes do Mediterrâneo, a qualidade do azeite nacional tem se provado superior em avaliações técnicas, atraindo a atenção de chefs e mercados de luxo ao redor do globo.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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