Posição das escalas de abate permanece confortável em grande parte do país com diversas indústrias ausentes da compra de gado.
O mercado físico de boi gordo continuou a registrar preços estáveis nesta segunda-feira (8).
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, houve tentativas de compra abaixo da referência média em algumas regiões do país por parte de muitos frigoríficos.
“Diversas indústrias frigoríficas permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias de aquisição de boiadas no curto prazo. A posição das escalas de abate permanece confortável em grande parte do país, o que mantém os frigoríficos em condições de testar valores mais baixos pela arroba do boi gordo”, diz Iglesias.
Além disso, a incidência de animais a termo deixa o cenário para os frigoríficos de maior porte ainda mais tranquilo.
Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi permaneceu a R$ 308. Da mesma forma, em Dourados (MS), os preços não tiveram alterações e ficaram em R$289.
Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo ainda teve preço de R$ 284. Simultaneamente, em Uberaba (MG), os preços ainda são de R$290.
Em Goiânia (GO), os preços do boi também se mantiveram e fecharam o dia em R$ 290 a arroba.
- Renegociação de dívidas rurais avança no Congresso e retorna à Câmara dos Deputados
- Justiça desmonta embargo ambiental do IBAMA após erro grave; caso revolta produtores rurais
- Fim de semana terá chuva forte com avanço de ciclone e nova frente fria; confira a previsão
- Investimento chinês pode ampliar oportunidades para o milho produzido em Mato Grosso
- Nova braquiária da Embrapa, BRS Carinás mira pastagens mais resilientes no Cerrado
Boi: mercado atacadista
O mercado atacadista também opera com preços acomodados.
O ambiente de negócios ainda sugere pela alta das cotações durante a primeira quinzena de agosto, período que conta com maior apelo ao consumo de carne bovina.
Por conta disso, o quarto dianteiro do boi continuou com preço de R$ 16,80, assim como a ponta de agulha também continuou cotada a R$ 16,75.
Por fim, o quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 22 por quilo.