Perspectiva é positiva no curto prazo, impulsionada por forte demanda no mercado consumidor interno e externo, além de um ambiente de negócios aquecido, com escalas de abate apertadas; Confira
As negociações envolvendo os animais para abate tiveram um menor volume de animais comercializados nessa última semana, segundo as consultorias que acompanham o mercado. Perspectiva é positiva no curto prazo, impulsionada por forte demanda no mercado consumidor interno e externo, além de um ambiente de negócios aquecido, com escalas de abate apertadas; Confira.
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços acima da referência média no decorrer desta sexta-feira (17). O ambiente de negócios ainda sugere alta das cotações no curto prazo. A maioria das localidades do País seguem com a oferta controlada (e bastante enxuta) de bovinos terminados, resultando em estabilidade nos preços da arroba, acrescenta a Agriffato, que faz o monitoramento diário em 17 praças brasileiras.
As escalas de abate estão apertadas, justamente em um período de ótima demanda, tanto no mercado interno, com o auge do consumo, quanto nas exportações, com volume importante de exportação de carne bovina. Essa combinação de fatores remete à alta dos preços no curto prazo. O dia foi pautado por bom volume de negociações, e a grande parte delas se concretizou acima da referência média, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado.
Segundo a Scot Consultoria, em seu relatório diário, apontou que nesta sexta-feira (17/11), nas praças de São Paulo, o preço médio do macho terminado permaneceu estável. Pelos dados da consultoria, o boi “comum” paulista é negociado por R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 215/@ e R$ 225/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente.
A Scot Consultoria ressalta que, nas regiões paulistas, as cotações do boi “comum” – animal destinado ao mercado interno – e do “boi-China” – animal jovem e abatido com até 30 meses – estão andando de lado há quase 40 dias. Dessa forma, a arroba do “boi-China” está cotada em R$ 240,00/@ (no bruto, prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o boi gordo “comum”.
Para o INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/B3, os preços tiveram grande recuperação no fechamento desta semana, refletindo um cenário de otimismo quanto a demanda pela carne bovina por parte dos compradores e dificuldade na originação dos animais para abate. Com isso, os preços tiveram uma valorização diária de 3,36%, ficando cotado na média de R$ 235,60/@.

O mercado físico do boi gordo continua a apresentar pequenas divergências de comportamento entre algumas praças pecuárias, segundo relatos da Agrifatto.
Veja os preços da arroba de boi gordo pelo Brasil
- São Paulo (SP): R$ 240
- Goiânia (GO): R$ 237
- Uberaba (MG): R$ 235
- Dourados (MS): R$ 231
- Cuiabá (MT): R$ 206
Movimentação e expectativas para o mercado do boi gordo
Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, a semana com feriado na quarta-feira (Proclamação da República) retirou a liquidez do mercado e postergou as compras das indústrias para a segunda metade do mês.
“Apesar do feriado em algumas regiões do País na próxima segunda-feira (Dia da Consciência Negra), espera-se (para o decorrer da semana) uma retomada ao ambiente de negócios por parte das indústrias, visando dar sequência na composição das escalas de abate, ancoradas entre 5 a 7 dias”, afirmam os analistas.
Segundo a S&P Global, as operações seguem fomentadas na demanda doméstica sazonal pela carne bovina, com expectativas de incremento pelo recebimento da primeira parcela do 13º salário, bem como comemorações e festividades do período.
No entendimento da S&P Global e da Agência Safras, além da demanda mais aquecida, a oferta enxuta de animais para abate deve permanecer como variável de formação de preço nesta segunda metade de novembro.
Demanda de final de ano chinesa
Na última semana, observou-se um aumento na atividade de compras da China, de acordo com a Agrifatto. Apesar disso, não houve aumento nos preços da carne bovina exportada pelo Brasil, com a dianteira in natura sendo comercializada entre US$ 4.000 e US$ 4.300 por tonelada. A Agrifatto também destaca que o Brasil permanece como o principal exportador de carne bovina para a China, que importou 2,04 milhões de toneladas de proteína bovina nos primeiros nove meses de 2023, com 41,15% deste total proveniente de frigoríficos brasileiros.

No cenário das exportações, para novembro/23, prevê a Agrifatto, as expectativas apontam para um volume exportado entre 170 e 180 mil toneladas, o que resultaria na maior quantidade embarcada em um mês de novembro na história. “Ainda assim, mesmo considerando a previsão de recuperação das exportações em novembro/23 (e até mesmo em dezembro/23), dificilmente teremos um 2023 com um volume de carne bovina exportada acima do que foi registrado em 2022”, ponderou a Agrifatto.
Abate de bovinos
No 3º trimestre de 2023, foram abatidas 8,85 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 11,1% em comparação com o 3º trimestre de 2022 e aumento de 5,8% em relação ao 2º trimestre de 2023. A produção de 2,36 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3º trimestre de 2023 consistiu em incrementos de 8,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 8,6% em relação ao apurado no 2º trimestre de 2023.
Atacado
O atacado fecha a semana apresentando preços firmes para a carne bovina. A expectativa permanece sendo de alta das cotações no decorrer da próxima semana.
O ambiente de negócios ainda sugere alta das cotações no curto prazo, em linha com o auge do consumo no mercado doméstico. A entrada do 13° salário, demais bonificações, criação de vagas temporárias de emprego e confraternizações remetem a excelente demanda, especialmente para cortes de maior valor agregado (traseiro), disse Iglesias.
- O quarto traseiro segue cotado a R$ 19,10 o quilo.
- O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,90 o quilo.
- A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13 o quilo.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia
Reunião entre os ministros André de Paula e Sid’Ahmed Ould Mohamed tratou da ampliação da parceria na área de material genético bovino e da negociação para exportação de embriões.
Continue Reading Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia
Maio será chuvoso? Confira onde terá 200 mm de precipitação e onde o tempo segue seco
O contraste climático marcará o início do mês, com acumulados superiores a 200 mm na região Norte e um bloqueio atmosférico que impõe tempo seco no Brasil Central, impactando diretamente o ritmo final da colheita da soja e a janela do milho safrinha.
Brasil abre mercado inédito de exportação de uva no Azerbaijão
De acordo com pesquisadores, para o setor de uvas, a conquista do mercado azerbaijano abre uma nova janela de escoamento.
Continue Reading Brasil abre mercado inédito de exportação de uva no Azerbaijão
Por que a soja pode estar desperdiçando potencial produtivo?
Potencial produtivo da soja: entenda como fatores fisiológicos, manejo e estresse reduzem a produtividade e o que observar na lavoura.
Continue Reading Por que a soja pode estar desperdiçando potencial produtivo?
Preço do etanol segue em queda com aumento da oferta
A demanda enfraquecida do etanol reforça o movimento de baixa, que é verificado tanto no mercado spot de São Paulo quanto em outros estados.
Continue Reading Preço do etanol segue em queda com aumento da oferta
Negócios do açúcar seguem lentos em SP; demerara se valoriza no mercado externo
Do lado da demanda de açúcar, compradores permaneceram afastados das negociações, com expectativa de novas quedas nos preços.
Continue Reading Negócios do açúcar seguem lentos em SP; demerara se valoriza no mercado externo





