Aumento dos surtos em granjas reforça a necessidade de medidas de biosseguridade e monitoramento para reduzir perdas na produção.
O crescimento dos registros de rotavírus C em granjas brasileiras tem chamado a atenção de produtores, técnicos e médicos-veterinários. A doença, que afeta principalmente leitões recém-nascidos, está associada a quadros de diarreia intensa, desidratação e redução do desempenho dos animais, podendo causar prejuízos significativos para a suinocultura.
Nos últimos anos, especialistas têm observado uma maior frequência de surtos em diferentes regiões produtoras do país. O cenário preocupa o setor, especialmente devido aos impactos sobre a produtividade das granjas e aos desafios relacionados ao controle da enfermidade.
Doença afeta principalmente leitões
O rotavírus C é considerado um importante agente causador de diarreia neonatal em suínos. Os sinais clínicos costumam surgir nos primeiros dias de vida dos animais e podem comprometer o ganho de peso, elevar os custos com manejo sanitário e aumentar a mortalidade em casos mais severos.
Além das perdas diretas, a doença pode afetar a uniformidade dos lotes e prejudicar o desempenho produtivo ao longo das fases seguintes da criação.
Especialistas destacam que a rápida disseminação do vírus dentro das instalações exige atenção constante dos produtores, principalmente em granjas com grande concentração de animais.
Biosseguridade ganha ainda mais importância
Diante do aumento dos casos, o reforço das medidas de biosseguridade tem sido apontado como uma das principais ferramentas para reduzir os riscos de infecção. Procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações, controle rigoroso da circulação de pessoas e veículos e manejo adequado das maternidades estão entre as práticas recomendadas.
O acompanhamento veterinário também é considerado fundamental para identificar precocemente os surtos e adotar estratégias de controle compatíveis com a realidade de cada sistema de produção.
Setor busca reduzir impactos
A suinocultura brasileira tem investido continuamente em tecnologias de manejo, sanidade e nutrição para manter elevados padrões produtivos. No entanto, o avanço do rotavírus C mostra que o monitoramento sanitário permanece como um dos principais desafios da atividade.
A avaliação de especialistas é que a combinação entre biosseguridade, diagnóstico rápido e acompanhamento técnico será decisiva para minimizar os impactos da doença e preservar a eficiência dos sistemas de produção. Em um setor cada vez mais competitivo, o controle sanitário continua sendo um dos pilares para garantir produtividade, rentabilidade e acesso aos mercados consumidores.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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