Engenheiro agrônomo destaca que a riqueza gerada pelo agronegócio, aliada à responsabilidade fiscal e aos investimentos públicos, ajudou a transformar indicadores sociais e educacionais do estado.
A força do agronegócio brasileiro tem em Mato Grosso seu principal símbolo. Líder nacional na produção de grãos, carnes e algodão, o estado se consolidou como uma potência global do setor. O tamanho dessa relevância impressiona: se fosse um país independente, Mato Grosso seria atualmente o terceiro maior produtor de soja do mundo, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos, superando inclusive a Argentina em algumas estimativas recentes.
Mas, para o engenheiro agrônomo e ex-deputado federal Xico Graziano, o verdadeiro diferencial mato-grossense vai além dos números da produção agrícola. Em artigo publicado nesta semana no Poder360, intitulado “A lição do Mato Grosso sobre a prosperidade“, Graziano argumenta que a palavra que mais escuta ao visitar o estado é justamente “prosperidade”. Segundo ele, a riqueza produzida pelo campo, combinada com uma gestão pública eficiente, vem se refletindo diretamente na qualidade de vida da população.
O articulista relembra que, em 2001, o Brasil comemorava uma “supersafra” de 97,4 milhões de toneladas de grãos. Vinte e cinco anos depois, Mato Grosso sozinho deverá colher cerca de 109 milhões de toneladas, respondendo por mais de 30% da produção nacional. “É incrível”, escreveu Graziano ao destacar a transformação econômica vivida pelo estado.
Para ele, o avanço não aconteceu por acaso. O autor destaca o equilíbrio fiscal alcançado pelo governo estadual desde 2019, período em que o endividamento caiu de 46% para 16% da Receita Corrente Líquida, permitindo ampliar investimentos em infraestrutura e logística. Entre os exemplos citados está a decisão do governo mato-grossense de assumir com recursos próprios obras de duplicação da BR-163, considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola.

Agro e educação caminham juntos
Um dos pontos centrais do artigo é a relação entre desenvolvimento econômico e avanço social. Graziano sustenta que o crescimento do agronegócio só pode ser considerado verdadeiro desenvolvimento quando seus benefícios alcançam a população.
Nesse contexto, ele destaca a evolução dos indicadores educacionais de Mato Grosso. Conforme citado no texto, o estado registrou um dos melhores desempenhos do país no ensino médio e avançou significativamente no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), saltando da 22ª para a 8ª colocação no ranking nacional. “Se a educação melhora, tudo muda”, afirma o articulista.
O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica brasileira, combinando dados de desempenho escolar e taxas de aprovação dos estudantes. O avanço mato-grossense reforça uma tese cada vez mais discutida por especialistas: a de que regiões impulsionadas pelo agronegócio moderno tendem a gerar um círculo virtuoso de renda, arrecadação, investimentos públicos e melhoria dos indicadores sociais.
Um modelo que chama atenção
No artigo, Graziano também observa que estados fortemente ligados ao agronegócio vêm apresentando resultados expressivos em áreas além da economia. Ele cita Mato Grosso e Goiás como exemplos de unidades da federação que conseguiram combinar crescimento econômico, responsabilidade fiscal e avanços na educação pública.
Ao final do texto, o engenheiro agrônomo defende que a experiência mato-grossense oferece uma importante reflexão para o país. Segundo ele, o desenvolvimento sustentável passa pela valorização do empreendedorismo, pela autonomia regional e pela capacidade de transformar a riqueza produzida no campo em benefícios concretos para a sociedade.
“Como valorizar, longe do clientelismo, a prosperidade?“, questiona Graziano. Para o articulista, parte dessa resposta pode ser encontrada justamente em Mato Grosso, estado que se tornou uma das maiores vitrines do agronegócio mundial e um dos principais exemplos de transformação econômica e social do Brasil contemporâneo.
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