China paga menos pela carne bovina brasileira e sinaliza que não deve comprar além da atual demanda, o que esperar desse mercado?
Em entrevista, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo, destacou que o mercado o boi está divido em atender as demandas externas e internas. “Algumas indústrias pagam pelos os animais com padrão exportação acima de R$ 200,00/@. Também temos o animal convencional com mais idade que acaba sendo destinado ao consumo interno”, relatou.
As expectativas para este ano é que a demanda interna e externa devem ter movimentos diferentes. “Podemos ter um aumento do spread entre o animal convencional e o animal com perfil exportação. Se o mercado interno continuar com ritmo lento, devemos ter preços depreciados frente ao boi china”, apontou Toledo.
Entrada de animais mais velhos no mercado, nas próximas semanas, pode elevar diferença entre os valores do boi comum e do boi China.
Com relação aos abates de animais, o consultor ressalta que a participação de boi china era muito maior do que os animais convencionais nos dois últimos meses. “Hoje, essa média tem mostrado uma entrada maior dos animais comuns após a reabertura de alguns frigoríficos”, disse.
Com o clima comprometendo as pastagens, o consultor salienta que pode interferir na formação de preços da arroba. “Nós podemos ter um volume de animais para o abate nos próximos dias, ou então, os pecuaristas adotando alternativas de suplementar os animais para abater em outro momento”, afirmou.
- Cosan coloca 41 mil hectares à venda por R$ 1,85 bilhão e Grupo Bom Futuro surge como principal interessado
- Votação escolhe vaca mais popular em 90 anos de história da raça holandesa
- De pastor a craque: Como Modrić aprendeu a jogar bola entre ovelhas e pedras na Croácia
- Mapa entrega máquinas agrícolas a seis municípios do Paraná por meio do Promaq
- Em São Paulo, ministro André de Paula destaca abertura de mercados e acordo Mercosul-União Europeia para fortalecer agropecuária brasileira
As compras chinesas estão mais voltadas para os cortes dianteiros e o consumidor brasileiro tem procurado por proteínas mais baratas. “As incertezas na economia levam a população a comprar por produtos mais baratos, por isso observamos que o consumo dos ovos aumentou muito nesta quarentena”, comentou.
Do lado das exportações, os compradores chineses reduziram os valores pagos pela a tonelada da carne bovina in natura. “Nós acompanhamos que o preço do porco está recuando na China, porém os números de casos de peste suína seguem aumentando na potência asiática”, pontua.
Fonte: Notícias Agrícolas