Proibição do plantio de soja vem do Ministério da Agricultura e Pecuária; A soja é um dos produtos mais produzidos em Santa Catarina e medida é feita para diminuir praga – a ferrugem asiática da soja.
A soja só pode ser plantada até dia 29 de dezembro em Santa Catarina. A medida foi confirmada pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina). A data limite foi definida em julho pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). Para justificar a medida, o MAPA explica que o chamado “calendário de semeadura” é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. Ele é feito para reduzir ao máximo possível o inóculo da ferrugem asiática da soja, considerada uma das mais severas pragas no plantio da semente.
Provocada por um fungo, a ferrugem asiática, provoca danos que vão desde o amarelecimento das folhas até o desfolhamento das plantas, prejudicando severamente o desenvolvimento e enchimento dos grãos. A lavoura afetada tem perdas de produtividade e gera elevação de custos para o controle da doença pelo produtor.
A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja tenta prever a racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no seu controle.
Ou seja, na prática, é como aquele velho ditado médico “se você tomar tanto remédio por qualquer doença, a doença pode ficar mais resistente e sua imunidade ficar mais baixa”.
Deputado vai contra medida
Em entrevista à NDTV, o deputado federal Pezenti (MDB) afirma que o prazo para o plantio em Santa Catarina não é suficiente.
“O problema é que no dia 29 de dezembro a maioria dos pequenos produtores vai ter seu único e pequeno terreno ocupado com outras culturas. Na próxima semana vou apresentar um projeto para rever essa portaria que é muito grave e vai afetar o pequeno agricultor”, declara.
Antiferrugem
De acordo com o Ministério, as alterações para essa nova safra levaram em consideração a análise dos dados relativos ao levantamento do Consórcio Antiferrugem, que detectou expressivo aumento nos relatos da ferrugem asiática da soja na safra 2022/23, em função do regime de chuvas ocorrido à época, conforme dados divulgados pela Embrapa Soja.
Só para se ter uma ideia do perigo da doença, a praga chega a trazer perdas de 10 a 90% da produção.
Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, cujos danos vão desde o amarelecimento das folhas até o desfolhamento das plantas, prejudicando severamente o desenvolvimento e enchimento dos grãos, resultando em perdas de produtividade e elevação de custos para o controle da doença.

Sem a planta hospedeira para sobreviver e se multiplicar durante o período de vazio sanitário, a presença de esporos do fungo no início da safra seguinte é reduzida, adiando o surgimento dos primeiros focos de ferrugem asiática e, desta forma, a expectativa é que os produtores também possam adiar o início dos tratamentos, reduzindo assim o número de aplicações com fungicidas para o controle desta praga nos meses posteriores.
A praga da soja
Segundo a Cidasc, o primeiro registro do agente da ferrugem asiática da soja foi em 1902, no Japão, mas apenas em 1914, o fungo foi descrito pelos pesquisadores Hans e Paul Sydow com o nome atual Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd. A praga está presente em 52 países distribuídos entre a África, Ásia, Europa, Oceania, América do Norte e América do Sul.
A doença chegou no arquipélago do Hawaii (EUA) em 1994, e somente na safra 2001/2002 foi detectada pela primeira vez no Paraguai e Brasil, causando prejuízo estimado na época de 2 bilhões de dólares para os produtores brasileiros.
Quando presente em um território, a ferrugem asiática da soja se torna um problema recorrente para os produtores. Estima-se que as perdas em grãos até o momento, no Brasil, chegam a 3,8 bilhões de dólares, sem contar aquelas de ocorrência localizadas, assim como o custo de controle que já ultrapassam os 36 bilhões de dólares, conforme a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Em Santa Catarina, a data limite para o plantio do grão é dia 29 de dezembro, que pode ser começado a plantar desde o dia 21 de setembro.
Histórico da Ferrugem Asiática da Soja
O primeiro registro do agente da ferrugem asiática da soja foi em 1902, no Japão, mas apenas em 1914, o fungo foi descrito pelos pesquisadores Hans e Paul Sydow com o nome atual Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd. Está presente em 52 países distribuídos entre a África, Ásia, Europa, Oceania, América do Norte e América do Sul.
Chegou no arquipélago do Hawaii (EUA) em 1994, e somente na safra 2001/2002 foi detectada pela primeira vez no Paraguai e Brasil, causando prejuízo estimado na época de 2 bilhões de dólares para os produtores brasileiros.
Quando presente em um território, a ferrugem asiática da soja se torna um problema recorrente para os produtores. Estima-se que as perdas em grãos até o momento, no Brasil, chegam a 3,8 bilhões de dólares, sem contar aquelas de ocorrência localizadas, assim como o custo de controle que já ultrapassam os 36 bilhões de dólares, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Compre Rural com informações do NDmais e Cidasc
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
Faturamento bilionário da Agrishow 2026 recua 22%
Faturamento bilionário da Agrishow 2026 recua 22%, mas público e protagonismo do agro brasileiro se mantêm fortes mesmo em cenário desafiador
Continue Reading Faturamento bilionário da Agrishow 2026 recua 22%
Sindi bate recorde na ExpoZebu 2026 com touro valorizado em R$ 1,3 milhão
Recorde histórico na ExpoZebu 2026: touro Sindi ultrapassa R$ 1 milhão valorizando a genética da raça marcado por um novo recorde produzido através do Leilão Sindi Castilho & OT Convidados
Continue Reading Sindi bate recorde na ExpoZebu 2026 com touro valorizado em R$ 1,3 milhão
DDG dispara na pecuária: insumo do etanol de milho corta custos e acelera a engorda
Coproduto do etanol de milho o DDG tem ganhado espaço no campo ao unir alta proteína, energia e redução no custo da ração, impulsionando a eficiência produtiva.
Continue Reading DDG dispara na pecuária: insumo do etanol de milho corta custos e acelera a engorda
JBJ Ranch transforma Goiás na “Capital Mundial do Quarto de Milha” com leilões e genética de elite
Evento em Nazário (GO) marca uma virada histórica no mercado, impulsiona inovação na genética e coloca o JBJ Ranch no centro do protagonismo global dos cavalos Quarto de Milha de alta performance O que está acontecendo em Goiás vai muito além de um evento de leilão. Trata-se de uma transformação silenciosa — e altamente lucrativa…
Fazenda de Marcos Palmeira impressiona: produção orgânica, prêmio nacional e visitas pagas
Produção orgânica, agrofloresta e queijos premiados transformaram a propriedade do ator Marcos Palmeira em referência nacional — e agora ela virou atração turística.
Capital Catarinense da Ovelha tem 1 ovelha para cada 3 habitantes e vira referência no Brasil
Reconhecida como Capital Catarinense da Ovelha, cidade na serra se destaca pela ovinocultura e pela impressionante marca de 1 ovelha para cada 3 habitantes.











