A zootecnia brasileira celebra 60 anos! Entenda como a nutrição, o manejo e o melhoramento genético transformam a produtividade no agronegócio.
Em maio de 2026, a zootecnia brasileira celebra 60 anos de uma trajetória decisiva para a modernização da agropecuária nacional. A data é marcada por eventos em todo o país, com destaque para as comemorações previstas no Congresso Brasileiro de Zootecnia (ZOOTEC), na Universidade Federal de Viçosa (UFV), com especialistas, estudantes e profissionais do setor. A UFV também festeja o seu centenário.
O Dia Nacional do Zootecnista homenageia os profissionais dedicados à produção, nutrição, melhoramento genético, bem-estar animal e sustentabilidade na agropecuária. A data foi instituída pela Lei nº 13.596, de 2018, e remete a 13 de maio de 1966, quando ocorreu, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no campus de Uruguaiana (RS), a aula inaugural do primeiro curso de Zootecnia do Brasil. Até então, o tema era tratado de forma dispersa nos cursos de agronomia.
Criada para especializar o ensino da produção animal, a zootecnia consolidou-se como área estratégica das ciências agrárias. Hoje, o Brasil conta com mais de 130 cursos de graduação em atividade, cerca de 74% deles em instituições públicas, formando profissionais essenciais para um dos setores mais dinâmicos da economia nacional. Megaprodutor de proteínas animais, o país é o primeiro exportador mundial de carne bovina e de frango e o terceiro de carne suína.
Os zootecnistas desempenham papel central no agronegócio brasileiro. Entre suas principais atribuições, destacam-se:
• aumentar a produção de carne, leite, ovos, mel e lã por meio de melhoramento genético, nutrição balanceada, sanidade e manejo;
• garantir o respeito ao meio ambiente e às normas de bem-estar animal, cada vez mais exigidas pelo mercado consumidor;
• produzir alimentos de origem animal com qualidade, higiene e custo competitivo, contribuindo para a segurança alimentar;
• atuar na gestão de propriedades rurais, otimizando recursos e ampliando a competitividade.
Com elevada empregabilidade, estimada em cerca de 78%, os zootecnistas estão presentes em fazendas, agroindústrias e empresas do setor. Em fazendas, eles exercem funções como gerentes, nutricionistas de campo e responsáveis técnicos. Atuam em empresas de nutrição e genética, no controle de qualidade da indústria de alimentos, na comercialização de insumos e prestam consultorias como autônomos. No setor público, contribuem em pesquisa, assistência técnica, extensão rural e ensino.
A zootecnia integra as ciências agrárias e atua de forma complementar à agronomia e à medicina veterinária. Enquanto a agronomia se concentra na produção vegetal e no solo, a zootecnia foca no animal, consumidor da produção vegetal. Já a veterinária dedica-se à saúde e ao tratamento de doenças, já a zootecnia prioriza nutrição, manejo e melhoramento genético para otimizar o desempenho produtivo e prevenir problemas sanitários.
Seis décadas após sua institucionalização, a zootecnia brasileira reafirma sua relevância estratégica. O 35º Congresso Brasileiro de Zootecnia, realizado de 20 a 23 de maio na Universidade Federal de Viçosa —também celebrando seu centenário —, traz como tema “A Zootecnia dos Próximos 100 Anos”. A proposta projeta o futuro da profissão, destacando seu papel na inovação, na sustentabilidade e na garantia da segurança alimentar em um mundo em transformação.
Ao completar 60 anos, a zootecnia no Brasil não apenas celebra sua história. Ela reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a eficiência produtiva e a produção responsável de alimentos — pilares de um agro moderno e conectado às demandas da sociedade.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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