Santa Catarina é o quarto maior produtor nacional de leite com cerca de 3 bilhões de litros/ano, porém mais da metade estaria ilegal na contagem de CPP.
Com objetivo de avançar no mercado mundial com o leite, normas mais rígidas de qualidade e controle foram aprovadas pelo Ministério da Agricultura, as Instruções Normativas nº 76 e 77, que entram em vigor no dia 30 de maio, despertaram muitas dúvidas entre produtores e técnicos.
Segundo o coordenador da Aliança Láctea da Região Sul, Airton Spies, e entidades do setor lácteo, se não houver uma fase de adaptação de pelo menos dois anos, a qual precisaria ser aprovada pelo Ministério, cerca de 80% do leite brasileiro estará ilegal, impróprio para ser industrializado.
Segundo o especialista os produtores não conseguem cumprir agora quatro exigências: contagem de CPP nos silos em 900 mil (placas formadores de colônias de bactérias), temperatura do leite no máximo em 7ºC, exigência de análise mensal de resíduos de medicamentos em cada propriedade e suspensão da coleta se o produtor não cumprir tudo isso em três meses.
- Como bezerros mestiços estão transformando fazendas leiteiras dos EUA em verdadeiras “fábricas de carne”
- Raça Holandesa confirma 125 animais para a Fenasul Expoleite
- Brasil lidera ranking mundial de produção de leite por vaca com uso de tecnologia
- Vaca supera 72 kg de leite no concurso leiteiro da 91ª ExpoZebu e confirma avanço do Zebu tropical
- LEITE/CEPEA: Com oferta limitada, preço do leite sobe 10,5% em março
O Estado de Santa Catarina, com a aplicação da norma estaria com 54% do leite ilegal na contagem de CPP. No Brasil os testes indicam mais de 80% com problema.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, deve haver maior empenho para realização de treinamentos com os produtores. Ele defende a postergação da implantação de todas as normas das IN 76 e 77, do governo federal.
As informações são do site Santafé Agroinstituto