Virada no tempo: Frente fria avança com chuva de até 150 mm, ventos de 70 km/h e risco de temporais

Mudança no padrão atmosférico a partir do dia 12 deve intensificar as instabilidades, com temporais, queda de temperatura em algumas regiões e volumes expressivos de chuva — cenário que exige atenção redobrada de produtores e moradores.

A atuação de sistemas meteorológicos sobre o território brasileiro deve provocar uma virada no tempo a partir desta semana, com destaque para a chegada de uma frente fria capaz de reorganizar o padrão de chuvas em diversas regiões. O alerta envolve acumulados elevados, rajadas de vento e risco de temporais, principalmente entre os dias 12 e 16 de fevereiro — período considerado crítico pelos meteorologistas.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os maiores volumes de chuva estão previstos para áreas do Centro-Oeste, Norte e Sul, enquanto o calor segue predominante em parte do país, favorecendo a formação de nuvens carregadas e eventos de precipitação intensa.

O cenário é resultado da combinação de fatores atmosféricos relevantes, como a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a chegada de uma frente fria pelo Sul do Brasil — mecanismos conhecidos por ampliar a instabilidade e manter o tempo chuvoso por vários dias.

Frente fria muda o tempo a partir do dia 12

O INMET aponta que, após um período mais seco em parte do Sul, a entrada de uma frente fria deve provocar chuvas no Rio Grande do Sul já no dia 12, avançando para os demais estados da região entre os dias 14 e 16.

Os acumulados mais expressivos são esperados entre 13 e 15 de fevereiro, com destaque para Santa Catarina, onde podem ocorrer cerca de 50 mm em apenas 24 horas — volume suficiente para elevar o risco de alagamentos e transtornos urbanos.

Esse avanço também tende a reorganizar a circulação de ventos e contribuir para a formação de tempestades isoladas.

Chuva pode ultrapassar 150 mm em algumas áreas

Na Região Norte, os modelos indicam totais entre 100 mm e 150 mm em apenas sete dias, especialmente no centro-sul do Pará e no oeste do Amazonas, com maior intensidade justamente entre os dias 12 e 15 de fevereiro.

Já no Centro-Oeste, a previsão aponta chuvas na maior parte do Mato Grosso e no sudoeste de Goiás, com acumulados próximos de 150 mm — podendo superar os 200 mm em pontos isolados ao longo da semana.

No Nordeste, os maiores volumes devem atingir o extremo-oeste do Maranhão e do Piauí, com marcas entre 60 mm e 100 mm, enquanto áreas do litoral norte podem registrar precipitações mais moderadas.

Sudeste terá contraste climático

Para o Sudeste, a tendência é de acumulados próximos de 50 mm, podendo chegar a 100 mm em áreas isoladas de São Paulo e Minas Gerais, sobretudo no início do período analisado.

No entanto, entre os dias 13 e 16, o modelo indica redução das chuvas entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, criando um contraste climático dentro da própria região.

Temperaturas elevadas favorecem tempestades

Mesmo com a chuva, o calor não deve dar trégua em várias áreas do país. No Nordeste, por exemplo, as máximas podem variar entre 34 °C e 38 °C, enquanto no Centro-Oeste o padrão chuvoso pode provocar queda nas temperaturas, com valores entre 26 °C e 28 °C em algumas localidades.

No Sul, as máximas também podem alcançar 34 °C a 38 °C, embora haja previsão de declínio térmico no Rio Grande do Sul em determinados momentos da semana.

Esse contraste — calor intenso combinado com alta umidade — cria o ambiente ideal para a formação de tempestades rápidas e potencialmente severas.

Instabilidades já se espalham pelo país

Análise meteorológica complementar indica que as instabilidades devem ganhar força inicialmente no Sul e avançar pelo Sudeste e Centro-Oeste, levando chuva moderada a forte também ao Nordeste e ao Norte, além de rajadas que podem variar entre 40 km/h e 50 km/h, chegando a 70 km/h em pontos específicos.

O padrão reforça o alerta para episódios de tempo severo, especialmente em áreas onde o solo já se encontra encharcado.

Impactos exigem atenção no campo e nas cidades

Para o agronegócio, o período requer monitoramento constante. Volumes elevados de chuva podem:

  • atrasar operações de colheita;
  • dificultar o transporte em estradas rurais;
  • elevar o risco de erosão e perdas de solo;
  • comprometer manejos sanitários.

Por outro lado, em regiões afetadas por calor prolongado, a precipitação pode ajudar na recomposição da umidade.

Tendência: semana marcada por instabilidade

O panorama meteorológico indica uma semana de alta variabilidade climática, com chuvas expressivas concentradas principalmente a partir do dia 12, avanço de frente fria, manutenção do calor em várias áreas e potencial para eventos intensos.

Especialistas recomendam acompanhar os avisos atualizados, já que mudanças rápidas no padrão atmosférico podem ocorrer, ampliando ou reduzindo os volumes previstos.

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