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Somente na Região Sul a lista da contribuição dessas cooperativas chega a impressionantes R$ 132 bilhões, representando uma fatia substancial de 84% do faturamento total das dez maiores cooperativas do país.
No cenário da produção agropecuária brasileira, as dez maiores cooperativas destacaram-se ao acumular um faturamento global impressionante de R$ 157 bilhões durante a safra atual. Este ranking, divulgado pela revista Forbes, apresentou uma particularidade interessante: o estado mais forte no setor cooperativo é o Paraná, que tem 6 dentre as 10 maiores, com uma receita bruta conjunta de R$ 101,1 bilhões, o que representa 64% do total faturado pelas 10 maiores cooperativas do país.
O agronegócio brasileiro tem 1 milhão de produtores rurais que fazem parte de 1.173 cooperativas. Os dados são da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), entidade que reúne as 4.868 cooperativas que atuam em vários setores, como consumo, crédito, saúde, entre outros. No total, há no Brasil 17 milhões de trabalhadores cooperados.
O agro é o setor que mais tem cooperativas, mas não é somente isso. As cooperativas do setor também são as que mais empregam trabalhadores em seus negócios, que vão de frigoríficos, fábricas, lojas, logística a serviços portuários para escoar a produção do campo. São cerca de 223.500 funcionários empregados pelas cooperativas.
Dentre as cooperativas paranaenses que se destacam nesse seleto grupo, a Coamo, de Campo Mourão, com um faturamento de R$ 28,1 bilhões; em seguida vem a C.Vale, de Palotina, com R$ 22,7 bilhões em receita, em terceiro a Lar, de Medianeira, com R$ 22,1 bilhões.
Somadas, essas três cooperativas atingiram a marca impressionante de quase R$ 73 bilhões em receita, consolidando-se como líderes em nível nacional.
Mas não é tudo, o Paraná tem ainda 3 outras cooperativas dentre as 10: Cocamar, de Maringá, um faturamento de R$ 11,1 bilhões; a Copacol, de Cafelândia, com R$ 8,80 bilhões, e a Integrada, de Londrina, com uma receita de R$ 8,31 bilhões.
Ainda na Região Sul – que detêm sete das maiores cooperativas do país – a lista tem as cooperativas Aurora e Cooperalfa, ambas de Santa Catarina e com faturamentos de R$ 22 bilhões e R$ 8,84 bilhões, respectivamente, a contribuição dessas cooperativas chega a impressionantes R$ 132 bilhões, representando uma fatia substancial de 84% do faturamento total das dez maiores cooperativas do país.
Para o estado do Paraná, as projeções apontam para um faturamento conjunto das cooperativas em torno de R$ 200 bilhões em 2024. só nos primeiros meses deste ano o faturamento agregado de todas as cooperativas paranaenses já havia atingido R$ 186 bilhões.
Veja a seguir o ranking da Forbes das dez maiores cooperativas de produção agropecuária do Brasil, com base nos dados de faturamento de 2023:
- COAMO (PR) – R$ 28,1 bilhões
- C.VALE (PR) – R$ 22,7 bilhões
- LAR (PR) – R$ 22,1 bilhões
- AURORA (SC) – R$ 22 bilhões
- COMIGO (GO) – R$ 15,7 bilhões
- COCAMAR (PR) – R$ 11,1 bilhões
- COOPERCITRUS (SP) – R$ 9,47 bilhões
- COOPERALFA (SC) – R$ 8,84 bilhões
- COPACOL (PR) – R$ 8,80 bilhões
- INTEGRADA (PR) – R$ 8,31 bilhões
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O que é uma Cooperativa
Numa linguagem voltada para o campo, uma cooperativa agropecuária é como uma grande família de trabalhadores da terra, que se juntam para comprar e vender produtos e materiais de trabalho em conjunto. Isso ajuda todo o mundo a conseguir preços mais justos.
Diferente de um negócio comum, que visa apenas o lucro, uma cooperativa se sustenta com ajuda mútua. Todos botam algo na mesa — seja gado, grãos, ou o peixe da pescaria — e o que sobra, que eles chamam de “sobras”, é dividido entre todos no fim do ciclo, conforme o que cada um conseguiu contribuir.
É como se fosse uma grande fazenda coletiva, pensada para melhorar a vida de quem nela participa, seja plantando, criando animais ou pescando. Este jeito de fazer as coisas não só dá um gás na agricultura, pecuária e pesca, mas também fortalece toda a comunidade do campo, ajudando no desenvolvimento de um jeito que respeita a terra e as pessoas.
Os associados geralmente são agricultores, pecuaristas ou pescadores e esse modelo de colaboração ajuda a fortalecer a agricultura, a pecuária e a pesca, além de promover o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.
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