Entre os eventos autorizados estão as competições de vaquejada e as provas de velocidade com cavalos, que passam a contar com um sistema oficial e fiscalizado de apostas regulamentadas.
O Ministério do Esporte do Brasil formalizou a regulamentação das apostas em diversas modalidades esportivas por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União. Entre os eventos autorizados estão as competições de vaquejada e as provas de velocidade com cavalos, que passam a contar com um sistema oficial e fiscalizado de apostas. A medida visa regularizar práticas que, até então, aconteciam de forma não supervisionada.
Com a nova portaria, as apostas serão permitidas exclusivamente em eventos esportivos oficiais organizados por entidades reconhecidas. Além disso, as apostas podem ser realizadas em plataformas online. Já eventos como reality shows ou eleições continuam proibidos, conforme regulamentação específica.
A fiscalização das apostas ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda. Essa entidade também será encarregada de aplicar sanções, como multas, em casos de descumprimento das normas.
Inclusão de modalidades com animais nas apostas regulamentadas
A decisão de incluir modalidades que envolvem animais, como a vaquejada, foi precedida de amplo debate e consulta ao setor. Empresários e representantes das modalidades puderam revisar e sugerir alterações no texto regulatório, que inicialmente não incluía essas práticas.
A vaquejada, tradicional no Nordeste brasileiro, consiste em uma competição onde dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubar um boi ao puxá-lo pelo rabo em uma pista de areia. Provas de velocidade, como o tambor e balizas, também estão contempladas.
Segundo o Ministério do Esporte, “a regulamentação dessas modalidades busca evitar a prática de apostas ilegais, garantindo a integridade e o controle por parte do Estado”.
Participação de empresas e personalidades
A Betvip, empresa associada ao cantor Wesley Safadão, foi a primeira autorizada a operar apostas em vaquejadas. Além disso, Safadão atua como garoto-propaganda da Pixbet, uma casa de apostas que organiza e patrocina eventos desse tipo. O cantor também é proprietário de um haras que cria cavalos utilizados em competições de vaquejada, consolidando sua presença no mercado.

Polêmicas e desafios legais do rodeio e vaquejada
Apesar da regulamentação, a decisão gerou controvérsias. Em São Paulo, por exemplo, uma lei de junho proibiu práticas como rodeios e vaquejadas, mas foi invalidada pela Justiça estadual em agosto. Organizações de proteção animal criticam a prática, enquanto entidades do setor celebram a oficialização, apontando que ela traz mais segurança jurídica e oportunidades de investimento.
Implicações no mercado de apostas
A regulamentação marca um novo capítulo para o mercado de apostas esportivas no Brasil, que tem crescido exponencialmente. Com a proibição de apostas em eventos não esportivos, o governo busca assegurar a integridade das competições e evitar manipulações de resultados.
O secretário de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco Neto, enfatizou que o foco é “fortalecer as estruturas de fiscalização e garantir a transparência nas competições”. Ele também ressaltou que apenas modalidades reconhecidas por entidades oficiais, como os comitês olímpico e paralímpico, serão permitidas.
Modalidades esportivas equestres reconhecidas pela lei nº 13.364 de 2016:
Adestramento; Atrelagem; Concurso Completo de Equitação; Enduro; Hipismo Rural; Salto; Volteio; Apartação; Time de Curral; Trabalho de Gado; Trabalho de Mangueira; Provas de Laço; Provas de Velocidade: Cinco Tambores, Maneabilidade e Velocidade, Seis Balizas e Três Tambores; Argolinha; Cavalgada; Cavalhada; Concurso de Marcha; Julgamento de Morfologia; Campereada; Doma de Ouro; Freio de Ouro; Paleteada; Vaquejada; Provas de Rodeio; Rédeas; Polo Equestre e Paraequestre.
A regulamentação das apostas em vaquejadas e provas de cavalos representa um avanço significativo para o mercado de apostas no Brasil. Com a supervisão do governo e a inclusão de modalidades tradicionais, a expectativa é que o setor cresça de forma organizada e segura, gerando novas oportunidades para esportistas, empresários e apostadores. No entanto, o debate em torno das questões éticas e legais continua, especialmente no que diz respeito às práticas que envolvem animais.
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