A OMM confirma: as temperaturas globais em 2026 subirão com a volta do El Niño. Veja os impactos climáticos para o agronegócio e a previsão para o Brasil.
O cenário climático mundial está prestes a sofrer uma guinada térmica após um raro ciclo de três anos sob o domínio do fenômeno La Niña. De acordo com novos dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a configuração de um novo evento de aquecimento das águas do Pacífico é iminente. O alerta central da entidade é que as temperaturas globais em 2026 devem atingir novos patamares elevados, impulsionadas pelo retorno do El Niño no segundo semestre.
Embora o planeta ainda experimente uma fase de neutralidade climática, essa estabilidade tem data para acabar. Os modelos probabilísticos indicam que as condições neutras devem persistir apenas até maio. A partir de junho, a probabilidade de o El Niño se consolidar sobe para 55%, alterando drasticamente o regime de chuvas e o calor em diversas latitudes.
O impacto do El Niño nas temperaturas globais em 2026
A chegada do fenômeno não ocorre em um vácuo climático. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, adverte que o desenvolvimento dessa fase quente acontece em meio ao agravamento das mudanças climáticas de origem antropogênica. Esse efeito combinado é o que projeta a subida das temperaturas globais em 2026, potencializando eventos extremos que já se tornaram mais severos e frequentes.
Diferente de ciclos passados, o El Niño agora atua sobre uma base térmica oceânica já aquecida. “A entrada nesta fase é um gatilho para um novo salto nos termômetros mundiais”, sinaliza Taalas. Para o setor produtivo, isso significa que a previsibilidade sazonal se torna mais complexa, exigindo estratégias de mitigação de riscos mais robustas.
A dinâmica das águas: Diferenças entre El Niño e La Niña
A ciência por trás dessas oscilações reside na temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial. Para o agronegócio, dominar esses conceitos é fundamental para o planejamento de longo prazo:
- El Niño: Configura-se quando as águas registram um aquecimento igual ou superior a 0,5 °C em relação à média histórica por cinco trimestres consecutivos.
- La Niña: Ocorre no cenário inverso, com o resfriamento das águas abaixo da marca de 0,5 °C.
No Brasil, essa gangorra climática dita o sucesso ou o fracasso das safras. Recentemente, o país testemunhou os efeitos devastadores de extremos hídricos, como as tempestades atípicas no litoral paulista e as enchentes históricas no Rio Grande do Sul. Com as temperaturas globais em 2026 em ascensão, o foco de atenção se desloca para a redistribuição da umidade.
Consequências regionais e o alerta para o produtor rural
Historicamente, o domínio do El Niño altera o balanço hídrico brasileiro de forma acentuada. Enquanto as regiões Norte e Nordeste passam a conviver com o espectro da estiagem severa e baixa umidade, o Sul do país entra na zona de risco para tempestades volumosas e excesso de chuva, o que pode prejudicar a colheita e aumentar a pressão de pragas.
No Centro-Oeste e Sudeste, a principal preocupação sob a influência das maiores temperaturas globais em 2026 será o estresse térmico nas lavouras e as variações bruscas de temperatura, que podem afetar o florescimento e o enchimento de grãos em culturas sensíveis.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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