Tecnologia brasileira de Ressonância Magnética chega à Colômbia para aumentar produtividade e reduzir pressão ambiental no cultivo de palma

Tecnologia desenvolvida em parceria com a Embrapa permite avaliar o rendimento do fruto em segundos, otimizando a colheita e o controle de qualidade nas usinas

A startup brasileira FIT (Fine Instrument Technology) está expandindo sua presença internacional com a introdução no mercado colombiano da tecnologia de ressonância Magnética desenvolvida em parceria com a Embrapa Instrumentação para análise de produtos da agroindústria. A empresa está apresentando a solução no 54º Congresso Nacional de Cultivadores de Palma e ampliando sua atuação em um dos principais mercados globais de óleo de palma.

Com a entrada na Colômbia, a FIT dá continuidade ao seu processo de internacionalização iniciado em 2019. Atualmente presente em 18 países, a empresa consolidou sua atuação na América Latina, onde já detém cerca de 40% do mercado de equipamentos para análise na cadeia de extração de óleo de palma. A empresa vem operando ainda em importantes mercados do Sudeste asiático, região responsável por aproximadamente 90% da produção mundial desse insumo.

Inovação no controle de qualidade e rendimento

Tecnologia brasileira de Ressonância Magnética chega à Colômbia para aumentar produtividade e reduzir pressão ambiental no cultivo de palma
Foto: DIvulgação

Na Colômbia – maior produtora latino-americano e quarta maior produtora mundial de óleo de palma – a inovação brasileira ganha especial relevância para ampliar as possibilidades de controle de qualidade ainda na recepção da matéria-prima pelas usinas. Até então, a tecnologia era amplamente utilizada para medir perdas no processo industrial. Agora, passa a permitir também a avaliação do potencial de rendimento do fruto antes mesmo do processamento.

Historicamente, a determinação do teor de óleo no fruto de palma dependia de métodos laboratoriais demorados e de alto custo, envolvendo procedimentos como a separação manual do mesocarpo e longos períodos de secagem em estufa, dificultando decisões operacionais em tempo real. A tecnologia baseada em Ressonância Magnética desenvolvida pela FIT rompe esse paradigma ao realizar a análise em poucos segundos e sem necessidade de qualquer preparação prévia da amostra.

Impacto prático para o produtor rural

Na prática, a solução permite que produtores e extratoras avaliem com precisão o potencial produtivo de cada cacho, definam o momento mais adequado para a colheita e estimem antecipadamente o volume de óleo que poderá ser obtido. O acesso a essas informações fortalece o planejamento operacional, melhora o balanço de massa industrial e favorece relações comerciais baseadas na qualidade efetiva da matéria-prima.

Além dos ganhos econômicos, a solução também contribui para reduzir práticas ambientalmente nocivas. Ao elevar a produtividade por área cultivada, torna possível ampliar a rentabilidade sem a necessidade de incorporar novas áreas de plantio, reduzindo a pressão por expansão agrícola. A substituição de métodos químicos tradicionais por uma tecnologia limpa e digital também contribui para diminuir o uso de solventes e simplificar os processos analíticos.

Eficiência e sustentabilidade na agroindústria global

Para o CEO da FIT, Daniel Consalter, a entrada na Colômbia representa um passo estratégico na consolidação internacional da empresa e demonstra o potencial da tecnologia brasileira para enfrentar desafios relevantes da agroindústria global.

A capacidade de avaliar rapidamente o potencial real de óleo presente no fruto oferece informações importantes para produtores e indústrias aperfeiçoarem seus processos, contribuindo para ganhos de eficiência, competitividade e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva“, afirma.

A escolha da Colômbia para o lançamento reforça a importância estratégica do país no cenário mundial dos óleos vegetais e amplia a presença internacional de uma tecnologia desenvolvida no Brasil, cuja aplicação vem contribuindo para tornar mais eficientes e sustentáveis os processos de produção e processamento da palma.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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