Considerado um dos maiores confinamento do Brasil, o Grupo Campanelli, comandado pelo super pecuarista Victor Campanelli, mais parece uma “cidade do boi” terminando, atualmente, cerca de 125 mil cabeças por ano!
Na contramão de um dos momentos mais desafiadores enfrentados pela bovinocultura brasileira, Victor Campanelli anuncia novo confinamento, reforçando o desenvolvimento inovador das empresas Campanelli e TecnoBeef, referências dentro e fora do País. Um dos mais tecnificados pecuaristas do País, Victor transformou a fazenda da família no interior de São Paulo em um centro de referência internacional. Agora, abre nova unidade de confinamento e expande empresa de nutrição animal.
A transformação começou na Fazenda Santa Rosa, uma fazenda de 15 mil hectares, no retrato mais acabado da tecnologia pecuária adotada no Brasil. Atualmente, após anos de trabalho, a capacidade para engordar 100 mil bois por ano, no confinamento da Campanelli utiliza o estado da arte em equipamentos de monitoramento e automação em busca de eficiência na engorda e terminação dos animais.
Mas o espaço ficou pequeno para sua produção. O empresário acaba de abrir um novo confinamento em outra propriedade da família, esta em Araçatuba, também interior de São Paulo. Com capacidade de engorda de 25 mil animais – projeto que já prevê aumento da capacidade de terminação -, o novo espaço, localizado na cidade de Araçatuba, no interior do Estado de São Paulo, é prova prática da máxima defendida pelo empresário: “Quando há volatilidade, há – em contrapartida – oportunidades”.
Segundo as informações, ainda está em fase de conclusão das obras e colocando boi, afirmou Campanelli. “Então vamos sentir o jogo e achar o ritmo de lá, combinado com a capacidade de produção agrícola”, disse o super pecuarista. “Iniciamos o confinamento com oito mil cabeças, mas o projeto tem como objetivo dobrar para dezesseis mil”, estima, ao salientar que o tempo de permanência mais curto deve resultar em três ciclos ao longo do ano.
O confinamento, como explica Victor, possui dupla aptidão. “Dependendo do mercado, podemos usá-lo como estratégia para sequestrar bezerros, ou, eventualmente, terminar animais”, ressalta, ao frisar que o local já conta com sistema intensivo a pasto, o que possibilita o trato de cerca de seis mil bois, com fornecimento de até onze quilos de ração por dia.
Assim como um bom administrador, Victor não abre dados financeiros de investimento e receita. Entretanto, segundo dados do último balanço público disponível da Agropastoril Pascoal Campanelli SA, reporta, em 2020, uma receita de R$ 410 milhões. Mas o mundo dentro da “cidade do boi” mudou muito – e para melhor – desde lá. Considerando apenas o número de terminados na Fazenda Santa Rosa, por exemplo, esse saltou de 55-60 mil para 100 mil em um prazo de sete anos.

Nova unidade, novas soluções
“É um confinamento que nos possibilitará um pouco mais de flexibilidade. Podemos produzir a pasto ou em confinamento, assim como aproveitar o potencial de diferentes gramíneas nas diversas épocas do ano, uma mudança considerável frente ao nosso outro confinamento, na fazenda Santa Rosa”, ressalta. A unidade citada por ele, localizada na região de Altair, também no interior do Estado de São Paulo, tem capacidade para engordar 100 mil bois por ano.
Para Victor, o projeto – em contrapartida ao cenário atual enfrentado pelo setor – reforça a importância de “toda e qualquer atitude tomada no sentido de melhorar a lucratividade para determinado momento”. “Há vários fatores que influenciam a empresa para uma boa estratégia, como os preços do boi gordo, da reposição do bezerro e dos insumos. Analisamos todos esses pontos para tomarmos uma decisão totalmente racional, como essa”, afirma.
Essa decisão, como reitera Victor, é resultado do ato de acreditar no próprio negócio. “Já vivemos muitas outras crises e temos uma expertise muito grande em construir sinergia, o que permite ser cada vez mais competitivo”, pontua e acrescenta: “Crescemos em momentos de crises. Eles possuem um poder profilático que, ao passarmos, nos fortalecem”, afirma o comandante do Confinamento Campanelli.

Tecnologia como receita de sucesso no Confinamento Campanelli
Campanelli levou para Araçatuba uma receita que fez com que ele fosse reconhecido como um dos mais tecnificados confinadores do Brasil. As operações da Santa Rosa são, em sua grande parte, automatizadas.
Consumo de ração, o ganho de peso e a sanidade são monitorados com o uso de softwares e uma parafernália eletrônica como câmeras, drones e sensores. As informações são acessadas em tempo real, por meio de computadores, tablets e smartphones.
Nem os 280 funcionários da Santa Rosa escapam ao irmão mais velho. Todos os dias, eles apresentam pelo celular um relatório com uma avaliação da jornada de trabalho na lida nos currais e no trato das plantações de cana e milho – atividades que fazem da fazenda uma das mais modernas do país quando se trata de agropecuária de precisão. Em cada piquete do confinamento da empresa, entre os cochos e os bebedouros, existe um sensor equipado com um microchip transmissor de radiofrequência, que envia para um central de controle de dados captados da balança eletrônica onde os bois são pesados, nove vezes por dia.
Os caminhões que despejam ração nos cochos dos currais, por exemplo, são autônomos. Graças a identificadores eletrônicos instalados junto às cercas, eles percorrem as ruas internas do confinamento sem intervenção de motoristas e param no ponto preciso, abastecendo-os conforme a prescrição para cada lote.

Também na área agrícola – a Campanelli produz milho e cana, em grande parte para uso na alimentação dos animais – como máquinas com telemetria e piloto automático. “Somos muito bons em fazer essa sinergia entre agricultura e pecuária”, afirma Campanelli.
Confinamento Campanelli também tem centro de pesquisa
Boa parte desse aprendizado veio do Campanelli Innovation Center, o centro de pesquisa que instalou em Santa Rosa. É o maior do gênero na América Latina, um dos maiores do mundo.
Criado em 2017, ele tem recebido pesquisador de empresas e universidades brasileiras e estrangeiras para avaliar, em situações reais de confinamento, soluções para diferentes fases do processo de engorda, do desenvolvimento de novos aditivos para a nutrição animal à melhoria da infraestrutura das instalações.
Campanelli reservou uma área capaz de receber mais de 3,7 mil animais para as pesquisas (começou com menos da metade disso). Embrapa, Unesp, USP, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), entre outras instituições, mantém estudos no local.
Compre Rural com informações do Grupo Campanelli, AgFeed e FeedFood

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